quarta-feira, 26 de julho de 2017

CHIBOLETE OU SIBOLETE? O QUE VOCÊ ESTÁ FALANDO?

Texto: Jz.12.6.

A história de Jefté mostra a dura realidade da vida diária durante o período dos juízes. Esse período da história de Israel foi um tempo de abandono generalizado da fé e de desobediência a Deus. Os juízes geralmente eram líderes políticos ou militares que, mesmo com suas imperfeições, puderam ser usados por Deus para livrar seu povo. Não sabemos muito sobre Jefté, a não ser aquilo que está contido nos capítulos 11 e 12, mas eles expressam um ensinamento importante.

É evidente que, mesmo tendo o Espírito de Deus vindo sobre Jefté (Jz.11.29), ele ainda sentia que era preciso fazer alguma coisa mais para conseguir de Deus a garantia de seu favor durante a batalha. O que a vida de Jefté tem para nos ensinar? Certamente, ele foi um dos juízes que mais obedeceu e comprometeu-se com Deus. 

As credenciais de Jefté para ser líder de seu povo, como no caso de muitos juízes de Israel, não tinha nada de impressionante. Filho de uma prostituta, ele havia sido expulso da casa de seu pai e se tornado um bandido, um marginal. Vamos nos lembrar de uma coisa muito importante, que nossas escolhas, e não nosso ambiente, é que estabelecem o curso de nossas vidas. 

A história desse homem foi uma das mais empolgantes e dramáticas do livro de Juízes. Jefté tinha sido rejeitado por seus irmãos (11.1.2), fugiu deles, juntou-se a seguidores atrevidos, e fundou um povoado (v.3). Posteriormente, quando o povo de seu pai pediu que retornasse como comandante de seu exército, demonstrou em palavras (v.4.11), e em sua carta aos inimigos amonitas (vs.12.28), um claro conhecimento e uma fé firme em Deus. 

Chibolete, era uma palavra que os gileaditas (tribo de Gileade) empregavam, depois de terem vencidos os homens de Efraim, a fim de pôr à prova os fugitivos que procuravam atravessar os vaus (parte rasa) do Jordão, negando que eram “efraimitas”. Como tinham dificuldades em pronunciar o hebraico “ch”, os gileaditas lhes diziam que pronunciassem CHIBOLETE, se eles pronunciassem SIBOLETE, eram mortos (Jz.12.6). Essa guerra entre as tribos custou caro, pois 42 mil efraimitas foram mortos!.

Havia naquela época, um grande movimento de pessoas que passavam de um lado para o outro do Jordão. O propósito da pergunta era distinguir quem era os fugitivos, dos inofensivos viajantes e mercadores. Os efraimitas eram a maior e a tribo líder do norte. Se gloriavam, eram também arrogantes por pertencerem a uma tribo poderosa, só que agora estavam disposto a negar a sua condição de efraimita, para salvarem suas próprias vidas!.

Chibolete” significa “espiga de cereal”, e os efraimitas falavam um dialeto hebraico com pequenas divergências nas pronuncias. No seu falar o som “CH” era pronunciado em “S” de um modo tal que não conseguiam evitar de serem descobertos. 

De fato, o povo de Gileade dominava perfeitamente a sua língua nacional, porém qualquer estrangeiro que aprendesse a sua língua, não conseguiriam aproximar-se da perfeição!. Com isso, saberiam identificar um do outro, ou eram patriota, ou eram estrangeiro. O que realmente essas duas palavras tem para nos ensinar? O que há de tão importante para aprendermos e aplicar esse contexto na nossa vida espiritual?.

Iremos aprender que com essas duas palavras quase idênticas, elas nos revelarão a nossa identificação. e quem somos verdadeiramente!. 

Observe bem as denominações evangélicas no mundo inteiro, veja atentamente que em cada nação, os nossos irmãos falam como é realmente o seu idioma nacional, porém a linguagem espiritual da Cidade Santa de Deus, é que todos, indistintamente, tem que falar a mesma língua!.

Deus conhece o seu povo, mesmo que “misturados” entre bilhões de distintas pessoas. Dizer que é cristão verdadeiro, tem que levar as marcas de Cristo (Gl.6.17), o testemunho da Palavra de Deus (At.20.24), acompanhado de sinais e prodígios (At. 4.3); e a certeza da comunhão de Deus pelo seu Espírito Santo (Rm.8.16).

Quando temos Cristo em nossas vidas, não falamos mais a linguagem do mundo e do seu sistema dominado pelo mal. Podemos afirmar que não haverá “imitação”, e para isso temos que ser realmente um crente fiel!.

Então aquele que fala CHIBOLETE sai da boca do crente em Jesus, poder transformador que gera nova vida, pois fala por Deus aos incrédulos! (2Co.5.20). 

Os que falam CHIBOLETE falam da sabedoria, levam uma vida santa, pois são justificados por Deus, entoam louvores, é guardado e protegido por Deus. A boca do justo produz moderação, temperança, conhecimento, inspiração, justiça, prudência, sensatez. 

Falar CHIBOLETE é falar a favor do mundo e do inocente!. 

E nos vaus da indecisão dos inocentes e dos necessitados, será instrumento de Deus contra os opositores. A boca que fala CHIBOLETE denuncia verdadeiramente quem é de Jesus (Mt.26.73). 

O linguajar do cristão é diferente do sistema mundano. A bíblia ensina a poesia que vem do céu, que recitamos no nosso dia a dia: “A paz do Senhor”, “Aleluia”, Glória a Deus”, Oh! Glória, “Graças a Deus”, “Misericórdia”, “Querido Irmão”, “Amado”, “Graça e Paz”, é a fala mais bela das crônicas e salmos pronunciada diante do mundanismo!.

O que fala SIBOLETE, é o contraste de tudo isso, vive ao inverso, e na contra mão de Deus. E nós mesmos sabemos disso, afinal estamos diariamente sendo alvos de suas aberrações!. O cristão fiel ao Senhor, sempre irá conseguir falar facilmente CHIBOLETE, porém se for um simples aventureiro religioso, por mais que tente passar como cristão, pronunciará o SIBOLETE do diabo!. Paulo quando expulsava demônios dizia “em nome de Jesus Cristo”, ordeno-lhe que saia dela, e na mesma hora saia (At.16.18b).

“EM NOME”, Paulo estava falando CHIBOLETE, o mesmo idioma ensinado por Jesus!. 

A bíblia nos deixa uma grande advertência para aqueles falsos religiosos, incluindo pastores, líderes, evangelistas e obreiros, que se atrevem em usar a autoridade e o poder que há no nome de Jesus em sua vida ministerial. Fingem serem homens de Deus, mostram uma aparência que não há como levantar qualquer suspeita, mas por dentro dele, e entre quatro paredes ou no “escuro”, são verdadeiros lobos. 

São falsos homens de Deus, que não tem e nem merecem ter nenhuma autoridade em sua vida, não levam nada a sério, ficam com medo de falar sobre as coisas erradas que se passam na igreja e até na sua vida. Porque se falarem, só vai sair SIBOLETE!

Tiago 4.11 diz assim: “Acaso pode a fonte jorrar do mesmo lugar o que é doce e o que é amargoso?”.

Assim como o período de Jefté foi o mais curto de todos os juízes, assim também será curta a vida ministerial desses maus obreiros de Deus!. Podem até se gloriarem de sua posição privilegiada, porém chegará o dia como aconteceu com os efraimitas, perecerão pois as suas falas os denunciam!

São os falsos religiosos que vivem dentro das igrejas, levam uma vida espiritual dupla, possuem dois guarda roupas, uma de cordeiro e outra de lobo, fingem que não sabem que estão num grande lamaçal! Não se importam com os conselhos dados, querem mesmo é ter seus momentos de plena satisfação.

Outros aparentam viver bem espiritualmente; todavia sabem muito bem que suas vidas com Deus é precária, cheia de sujeiras e barreiras, satisfazem plenamente suas vidas e as completam com coisas mundanas! 

Aceitam facilmente tudo o que é oferecido pelo mundo, ou seja, navegam num leito de águas rasas, ficaram atolados e seguem caminhos por onde outros passaram e não tiveram êxito, mas mesmo assim mantêm suas vidas, e seus estilos de vida completamente desconcertada com Deus!.

SIBOLETE significa estar desaprovado por Deus, levando uma vida contrária à sua vontade. Dão pouca importância à sua espiritualidade, e maior importância à sua vida material, passam a vida inteira dando desculpas, sempre deixando para depois as coisas de Deus!.

SIBOLETE significa sentir-se satisfeitos em andar pelos caminhos do pecado, de pisar em coisas mortas, desde que vejam garantidas as suas satisfações humanas sem se importarem onde estão realmente!.

SIBOLETE significa não buscar em primeiro lugar o reino de Deus. Preferem viver de maneira rebelde, levar uma vida distante e inconsequente, e nem pensam em querer melhorar, rejeitam uma vida de obediência, de fé, de testemunho e de serviço!. 

SIBOLETE significa que Deus tem que dar conta de tudo e fazer o melhor em sua vida, mas não permite que Ele entre na sua intimidade. Acha que a ação de Deus não passa de um serviço obrigatório ou de um serviço terceirizado, vivem uma mentalidade deturpada de Deus!.

SIBOLETE significa não ter temor de Deus. Alguns até tem grandes oportunidades de serem homens de Deus, mas preferem viver no submundo do pecado São irresponsáveis, não valorizam e nem dão prioridade mais a sua vida espiritual, só querem “curtir” ao invés de se aproximarem mais de Deus!.

SIBOLETE significa apegar-se as coisas vis e desprezíveis para Deus. Não dando importância em desfrutarem de uma plena paz, alegria e bênçãos de Deus. Estão preferindo dar total atenção para o que é perecível e não para aquilo que é eterno, para o que é ruim e podre!. São tipos de pessoas que acabam se tornando pessimistas, incrédulas e rancorosas dentro da igreja. 


Lance fora o SIBOLETE agora mesmo da sua vida. É LIXO, e lixo tem que ser jogado no LIXO! Quem sabe isso deve estar atrapalhando a sua vida de viver bem com Deus, consigo mesmo e com sua família!.

Seja sábio e perceba que certas “riquezas” que você está valorizando muito, estão “empobrecendo” cada vez mais você. Enriqueça-se dos tesouros do alto onde não existe o SIBOLETE, a imitação, o fingimento, a aparência, a simulação, a suposição, e o disfarce!.

O CHIBOLETE significa aquilo que é verdadeiro, autentico, legítimo, sincero, e genuíno. Lance fora o seu conformismo, o pessimismo, e a falsidade do SIBOLETE!. Busque Deus e sua vida mudará, e você só terá a ganhar Dele. Só perdemos quando não revidamos, e quando não rompemos com o mal que nos assola constantemente.

Quando passamos a falar CHIBOLETE, iremos perceber que a nossa vida se transforma, a santidade se agigantará, e passamos a viver bem perto de Deus.

Nada faltará aos que se entregam “verdadeiramente” para Deus. Ele tem o melhor para nos dar. Deus é o oleiro soberano, Ele vai além das nossas imperfeições e imitações, ultrapassa o nosso final, e refaz o que está inutilizado.


Se o vaso é “falsificado”, não tenha dúvida ou receio. Ele vai fazer um novo vaso, perfeito, inimitável, com a marca “made in sky”. 

Afinal, você não quer ser um “efraimita”, e morrer na beira do Jordão! Então passe logo o rio Jordão e diga firmemente: CHIBOLETE!. 

Que Deus te abençoe poderosamente!.



Doe para esse Ministério
Caso queira fazer uma doação deposite na conta
Caixa Econômica Ag. 1549  C/C 89934-8
Em nome de Joaquim e Souza Guimas
Precisamos continuar evangelizando nas praças, nas ruas, noas igrejas, nos ramais, no interior e os moradores de rua. Para isso contamos com sua preciosa ajuda para fazermos o IDE de Jesus levando alimentos e água para os irmãos necessitados. Ore por nós!
"Cada um dê conforme determinou em seu coração, não por pesar ou por obrigação, pos Deus ama quem dá com alegria". 2 Co. 9-7

OS CINCO GIGANTES QUE DAVI NÃO CONSEGUIU MATAR


Texto: I Sm. 17-50

Davi é reconhecido como um dos maiores reis de toda a história judaica, mas como exemplo negativo de chefe de família. Teve vários desgostos pessoais com seus filhos. Por não dedicar tempo a eles e nem querer ouvi-los em momentos difíceis de suas vidas, pelo menos uma virtude tem que ser destacada na vida dele: Ele ensinou a vencermos os gigantes!

Temos que ensinar nossos semelhantes, nossa própria família que os gigantes retornam, e precisamos vencê-los também. Tenha certeza também que os gigantes sempre vão voltar. Golias morto, sempre tem seus adeptos, que querem a todo custo levar adiante suas idéias, projetos, conceitos e preconceitos contra o povo de Deus

Entenda também que sozinhos se tornará difícil vencê-lo, precisamos da ajuda e consolação dos irmãos, amigos, família, para vencermos juntos os gigantes. Quando se tem em mente um gigante, a visão é de alguém ou algo muito poderoso e muito forte e até com aparência invencível. Ao que tudo indica, o cristão já está acostumado a se deparar com esse tipo de coisa.

No decorrer de toda nossa vida, nos deparamos com gigantes que já parecem vitoriosos mesmo antes de agirem. Tamanha é a fúria com que atacamSão os problemas próprios do dia a dia, como dificuldades financeiras, desemprego, doenças, violência, e instabilidades. Por isso, os piores “gigantes” são os que residem dentro do próprio homem.

Existem ainda, e muitos perigosos os “gigantes espirituais” que procuram por todos os meios manter o homem escravizado no pecado e também desviar o crente dos caminhos do Senhor (Jo.1010; Lc.8.13). É claro que quando se fala em “gigantes” está se usando uma simbologia, que aliás, é muito própria para identificação dos problemas que se abatem sobre o homem e, em particular sobre os crentes em Jesus.

A primeira atitude que tomou foi confiar na força do Senhor (Sl.40.4).
Observe que Davi não parou no meio da batalha, e sim avançou para conquistar a sua vitória. É isso que o crente deve fazer também, não fugir da luta, nem demonstrar receio, mas partir para a batalha sabendo que o Senhor estará com ele nessa peleja.

Essa história todos nós conhecemos muito bem. No entanto, outros “gigantes” apareceram para atormentar a vida de Davi, e a esses ele não conseguiu vencer. Deus fez coisas fantásticas na vida de Davi, pois o Senhor se agradava profundamente daquele jovem rei, e até a chegar a dizer: “ Achei a Davi, meu servo, com o meu santo óleo o ungi” – Sl. 89.20.

Houve um dia que chegou a crise... e Davi fracassa!. E arrasta atrás de si, uma crise sem igual. Por causa de seu adultério e assassinato, começa o maior desastre de toda a sua vida, junto dele, sua família, e seu reino, sofrem terríveis conseqüências. A nação mergulha numa grave instabilidade governamental e seu reino quase vai a nocaute! É interessante que os “gigantes” que foram mortos por Davi e seus guerreiros eram fortes e bem armados, porém visíveis. Era possível vê-los a longa distância, fortes, corajosos e bem armados, e como planejavam as suas estratégias de guerra, dessa maneira ninguém poderia ignorar a sua existência!.

Só que os “gigantes” que estão matando muitos crentes, nem sempre podem ser identificados de imediato, costumam se apresentar sem “aparência”, com sapatinho de lã, e com cara de “ingenuidade”, mas que caminham velozmente em nossa direção para nos abater, e nos destruir!.

Vejamos então os cinco “gigantes” que o rei Davi não conseguiu matar, pois eram na verdade, desejos e pecados que residiam no seu íntimo, e que predominaram e marcaram toda a trajetória da sua vida. Quando esses “gigantes” se instalam no coração de qualquer ser humano, é porque ele já não ouve mais a voz de Deus, e sim a voz do nosso pior adversário!. É porque deixou que predominasse o orgulho, o egoísmo, e a rebeldia, que são verdadeiras investidas do diabo para nos derrubar. Nesses casos a queda é simplesmente fatal!

O PRIMEIRO GIGANTE: A TENTAÇÃO.

A tentação pode ser considerada como um teste difícil, uma provocação ou uma prova que se tem de transpor e sair vitorioso. No aspecto espiritual, é uma tentativa satânica a fim de levar o homem a cometer atos que desagradem a Deus, e em seguida aprisioná-lo nas malhas diabólicas. Foi assim que aconteceu com Adão e Eva, desde o princípio da vida humana. Infelizmente, eles se deixaram levar pelo engano (Gn.3.6).

Em 2 Sm. o capítulo 11 registra a tentação, o pecado e a queda trágica de Davi. Ao invés de ir adiante do seu exército na batalha, conforme fizera antes, Davi ficou em Jerusalém. Foi tomado de uma indolência que não demorou a levá-lo ao colapso moral e espiritual. Sua vida de conforto e luxo como rei desenvolveu nele a auto confiança e a imoderação. Foi nesse tempo, que ele deixou de ser homem segundo o coração de Deus ( I Sm. 13.14).

Davi, deste modo, caindo da graça (Gl.5.4), faz-nos uma séria advertência a todos os crentes: “Aquele , pois, que cuida estar de pé, olhe que não caia” (I Co. 10.12).

Esse relato do pecado de Davi demonstra até onde pode cair uma pessoa que se desvia de Deus e da orientação do Espírito Santo. Ao mandar eliminar Urias e tomar a sua esposa, Davi estava desprezando a Deus e a sua palavra (2 Sm. 12-9.10). Embora Davi tenha se arrependido dos seus pecados e recebido o perdão da parte de Deus, as conseqüências disso não foram eliminadas por Deus. Significa que mesmo restaurado o nosso relacionamento com Deus, não quer dizer que escaparemos do castigo temporal, nem que ficaremos isentos das conseqüências dos pecados específicos (vs. 10.11.14).

Deus não deixou passar, nem desculpou os pecados de Davi, sob o pretexto dele ser um mero ser humano; que os seus pecados eram simples fraquezas ou falhas humanas, ou que ele, como rei, teria o direito natural de recorrer à injustiça e à crueldade.

O SEGUNDO GIGANTE: O ADULTÉRIO

O capítulo 11 de 2 Samuel, começa com a narrativa dos problemas de Davi e revelam a falha, o lado humano desse homem essencialmente devoto. Davi é perturbado com a tentação quando vê Bate-Seba se banhando à tarde em seu próprio pátio. Alguns teólogos tem tentado caracterizar Bate-Seba como uma sedutora. Mas o texto sugere que ela não teve culpa no episódio do adultério do rei. Observe. “Davi como rei devia estar na guerra. Bate-Seba estava banhando-se depois que Davi fora se deitar, ela estava em seu próprio pátio, e somente só podia ser vista do terraço do palácio.

VIU ... A UMA MULHER (2Sm.11.2).
Davi tomou a iniciativa de procurar saber que era ela. Davi mandou chamá-la. Como uma mulher sozinha, não havia como rejeitar as ordens de um rei, que, no antigo Oriente tinha o poder de vida e morte. Agora grávida, depois do seu encontro com o rei, Davi começa a planejar uma saída. A gravidez de Bate-Seba revelaria seu adultério, já que seu marido tinha estado fora durante toda a primavera. Tendo em vista que Urias se recusou a ir para sua casa, a única maneira de Davi proteger seu nome era mandar matar Urias imediatamente.

Ele então poderia casar-se logo com Bate-Seba, e sua gravidez não causaria mais nenhuma dificuldade. Assim, Davi planejou a morte “acidental” de Urias, a fim de proteger-se a si mesmo. Para encobrir seu pecado de adultério, Davi matou um homem inocente, valente e digno de confiança. Os pecados que Davi estava cometendo eram: adultério, homicídio a sangue frio e o encobrimento hipócrita de tudo, de fato, um mal horrendo aos olhos de Deus. Davi se tornara réu da quebra do sexto, sétimo, oitavo, nono e décimo mandamentos (Ex. 20.13-17). Seus pecados eram ainda mais graves, porque ele era pastor do povo de Deus e responsável pela administração da justiça e da retidão em Israel (2Sm.8.15).
O pecado de Davi foi perdoado por Deus, visto que a pena de morte e a condenação eterna foram suspensas (I Jo.3.15). Deste modo, Davi foi restaurado à salvação e à comunhão com Deus. Apesar disso, sua reputação ficou maculada de modo permanente, e os efeitos do seu pecado continuaram pelo resto da sua vida e da história da sua família.

A experiência de Davi, uma vez perdoado e restaurado, é uma séria lição para quem pensa que o pecado é algo banal; algo que Deus simplesmente perdoa e esquece. Em 2 Sm.12.10 lemos assim: “Não se apartará a espada jamais da tua casa”. Deus julgou Davi e a sua família, sob a forma de violência, conflito e homicídio (isto é, a espada) pelo restante da sua vida, esse julgamento durou aproximadamente vinte e cinco anos!.

O TERCEIRO GIGANTE: A MALÍCIA.

A malícia é uma tendência para o mal que não se expressa à primeira vista. A malícia, inicialmente, fica encoberta e passa despercebida. A pessoa maliciosa maquina o mal em seu coração e suas ações são sutis, como se fossem uma teia para envolver a pessoa que se encontra em sua mira. È obra da carne (Gl. 5.19.20), assim sendo é contraditória à vontade de Deus.

A malícia representa uma tendência vigorosa para o mal, má índole, esperteza, astúcia, habilidade para enganar, artimanhas, falsidade, intenção maldosa, e fingimento.
A Bíblia registra casos de várias pessoas que, usando de má fé, malícia ou astúcia conseguiram concretizar seus desejos. Mas para todos os casos, o resultado foi a reprovação de Deus e conseqüentemente o Seu juízo. A fraqueza é própria da natureza humana. Citemos o caso do rei Davi que era um homem segundo o coração de Deus (I Sm. 13.13-14). Coisas grandes iniciam-se pequenas, e o pecado cauteriza a mente do homem!.

Dessa forma, Davi tentou legitimar a gravidez de Bate-Seba, concedendo ao marido uns dias de licença para que ele estivesse com ela na sua intimidade. Mas o fiel guerreiro preferiu não se furtar ao dever, pensando não ser correto ele descansar enquanto outros soldados arriscavam a vida pelo reino. Dessa forma, não foi para a sua residência. Preferiu ficar montando guarda no palácio.

Percebendo a dedicação de Urias e tentando não deixar transparecer sua malícia, Davi agiu como se estivesse enviando o guerreiro de volta ao campo de batalha. Desta vez, o próprio Urias levava ao general Joabe uma carta do rei que ordenava a execução de um plano para matar o seu fiel e valente guerreiro. Urias levava a sua própria e injusta condenação!.

Ao receber a carta, o general não fez perguntas nem mesmo comentários. Tratou de obedecer irrestritamente a ordem do rei, como era de costume. E inventando um esquema especial a fim de satisfazer o pedido do rei, colocou Urias e outros homens ao alcance dos arqueiros inimigos. O plano de Davi acabou dando certo.

Em I Jo. 3.12-15 lemos assim a palavra de Deus: ”Qualquer que aborrecer a seu irmão é homicida. E vós sabeis que nenhum homicida tem permanente nele a vida eterna”. Davi poderia ter restaurado a sua comunhão com o Senhor através do arrependimento sincero, de todo o coração, mas não teve forças para isso(Sl. 51).

O QUARTO GIGANTE: O ORGULHO.

O orgulho em algumas situações, pode ser considerado como um sentimento de dignidade, de auto confiança pessoal, brio, altivez, principalmente quando é vivido em um grau de satisfação e felicidade por algo conquistado. O orgulho é considerado pecaminoso pela Bíblia, ou melhor, pelo próprio Deus. Traduz o conceito elevado ou exagerado de si próprio; o amor próprio em demasia que leva à soberba, isto é, um orgulho exagerado; também considerado como arrogância, insolência e brutalidade.

Deus permitiu que Satanás tentasse Davi, após ter realizado muitos feitos e obtido grandes vitórias (2 Sm. 24.1). Davi caiu no laço do engano, pensou que fazendo o censo de toda a nação, Deus aprovaria a sua atitude. É bom observarmos que foi depois de grandes vitórias e realizações de Davi, que o diabo conseguiu essa brecha na vida do rei.

No capítulo 21.7 diz assim: “ E esse negócio também pareceu mal aos olhos de Deus, pelo que feriu a Israel”. É provável que o povo aprovasse o desejo pecaminoso de Davi, de recensear o povo. O orgulho, visto como erro, foi visto até pelo insensível Joabe que percebera que esse censo do povo era um grande pecado que envolveria todo o Israel na culpa. E aconteceu o inevitável: o povo ficou tomado de um espírito de orgulho nacional, e acabaram também participando do pecado de Davi, ficando todo o povo sujeito também ao castigo.

Ao numerar o povo, ele estava procurando exaltar a sua própria pessoa e o poderio militar da nação de Israel, e de depender unicamente desse poderio. Tal presunção inevitavelmente torna a pessoa autoconfiante, tomada de superioridade e vivendo sem fé e sem humildade. Davi deveria se lembrar de que todas as vitórias de Israel vieram pela mão do Senhor. De igual modo, o crente nunca deve se gloriar em sua própria grandeza no reino de Deus, mas nas suas próprias fraquezas.

Em I Cr. 21.11 O profeta Gade transmite uma ordem inusitada de Deus; Davi deveria escolher sua própria punição (vs.9-13). Davi escolhe uma praga e Deus envia uma peste a toda Israel, ocasionando a morte de cerca de setenta mil homens! Há um fato interessante que não podemos deixar de destacar nesse episódio. Ainda em I Cr. 21.13 Davi diz ao profeta Gade: “Estou em grande angústia; caia eu, pois nas mãos do Senhor, porque são muitíssimas as suas misericórdias; mas que eu não caia nas mãos dos homens”.

Davi estava emocionalmente comovido pelo sofrimento do seu povo, mas também tinha o desejo de agir em favor deles. Davi sabia que Deus poderia perdoá-lo por toda a sua transgressão. Agora, seu coração reconhece que Deus é quem merecia todos os privilégios das suas conquistas. Ele era limitado, Deus não!. Os resultados do orgulho serão sempre dramáticos (Pv.29.23).

O Senhor é um Deus que pode se compadecer, mesmo daqueles que merecem ser castigados. Por causa do seu amor, misericórdia e compaixão, Deus pode abreviar ou até mesmo cancelar um castigo que Ele ia aplicar.

O QUINTO GIGANTE: A TRAIÇÃO.

A traição é baseada na mentira. É um dos piores, senão o pior golpe que alguém pode receber de um amigo ou de uma pessoa que se considera ou que se ama. Traição pode ser entendido como deslealdade, desapontamento da expectativa de alguém: é desvendar os segredos de outrem, entregar um amigo aos seus inimigos; é também decepcionar um amigo além de ser contada como engano, infidelidade, perfídia e desonestidade.

A traição fere muito porque vem sempre de alguém em quem se deposita confiança. Parece que, em conseqüência desse fato, torna-se mais difícil perdoar uma traição do que outra qualquer afronta. Um fato que ilustra muito bem está registrado no Salmo 55. Davi orava pedindo ao Senhor socorro e fazia um relatório da situação em que se encontrava a cidade de Jerusalém.

Mesmo vivendo aquela situação de tortura, crimes e maldades sem limites, o que mais feria Davi e abalou o seu estado emocional, foi a traição de seu filho mais querido: Absalão (Sl.55.12-15). A traição foi deveras um golpe muito forte para Davi. Homem acostumado a enfrentar inimigos valentes e sempre sair vencedor, agora se depara com outra espécie bem diferente de inimigo. Seu próprio filho o traia!

No coração de Absalão nasceu um ódio, um rancor exagerado, que passa agora a fazer parte de suas manobras. Um filho rebelde, insubmisso, violento, que por causa de suas atitudes erradas, se distancia de seu amado pai. Ele já não tem mais como ficar na presença de seu pai. Matou o próprio irmão, fugiu, então passa dois anos distante de todos, e quando volta é para difamar seu pai. O capítulo 15 de 2 Sm, nos informa que Absalão começa a maquinar a derrubada do rei. Reunia seus homens e ficava na porta da cidade abordando as pessoas que vinham à Jerusalém buscar auxílio do rei para as suas necessidades. Dizia às pessoas: “se eu fosse o rei não deixaria você nessa situação”.

Ele foi destruindo a imagem que o pai construíra em 40 anos de monarquia. Seu propósito era semear inimizade por onde passava. Davi não conseguiu fazer as pazes com seu filho Absalão, de modo que, tempos depois seu filho acabou morrendo vergonhosamente pendurado num carvalho com o seu exército desbaratado.

Sabemos que Davi como rei, obteve sucesso em tudo que fazia. A Bíblia está cheia de relatos vitoriosos da vida desse homem, que alcançou êxito como pastor de ovelhas, escudeiro do rei Saul, matou o gigante Golias, derrotou os filisteus, amalequitas, expandiu o território de Israel cerca de dez vezes mais, reorganizou o exército, contribuiu com a construção do Templo, enfim conseguiu feitos extraordinários em todo o Israel. Davi exigiu de si mesmo inúmeras realizações que o deixaram no topo das atenções. Todavia, nem sempre o sucesso é tudo na vida. Ao descuidar-se de outras áreas importantes da sua vida, acabou fracassando na sua área familiar.

Ficamos pensando em histórias não muito felizes como essa, acontecendo pelos quatro cantos do mundo. É fácil vermos isso na igreja atual, muita gente convertida, comprometendo-se a mudar, mas que na verdade, dificilmente mudam o seu caráter. Frequentam igrejas poderosas, mas não abandonam a mentira, praticam o adultério, cobiçam cargos na igreja, fazem fofocas, escandalizam, enganam, e não oram quando são tentados.     

Nessas áreas, parece que já não há mais o temor de Deus, e quando se perde o temor de Deus, passamos a ouvir a voz do diabo. A Bíblia mostra toda a vida de Davi, nada é empurrado para “debaixo do tapete”. Possamos então nos alerta sobre esses enganos, e refletirmos sobre os erros que tiveram os grandes homens de Deus, reis e profetas, e aprendermos que esses desacertos, de nada servem para o povo de Deus!.

Devemos sim, sermos verdadeiras ovelhas de Jesus. Em Efésios 5.1, Paulo escreveu muito bem dizendo: “Sede, pois imitadores de Deus, como filhos amados”. Significa que devemos rejeitar decisivamente todos os tipos de impurezas aqui na terra. É preciso que haja uma visível diferença entre o estilo de vida do cristão com os que são desse mundo. Afinal de contas, se não formos imitadores de Deus, imitaremos a quem?

Que o Senhor te abençoe poderosamente em todas as áreas da tua vida! Em nome do Senhor Jesus.

segunda-feira, 24 de julho de 2017

SETE PRINCÍPIOS PARA VOCÊ NÃO IR PARA EMAUS

                                               
Texto: Lc. 24.13-35

A história dos dois discípulos no caminho de Emaús é registrada apenas no Evangelho de Lucas. Possivelmente esses dois discípulos tinham estado em Jerusalém para a celebração da Páscoa, mas ficaram na cidade por causa da crucificação, e dos rumores de que Jesus tinha ressuscitado.

A situação agora era bem diferente. Os dois discípulos só tinham conhecido Jesus na carne (II Co. 5.16). Conheceram o seu poder em obras e em palavras, mas não no poder de sua ressurreição (Fp.3.10). Note que foi Jesus que se aproximou deles quando ainda não tinham avançado muito pelo caminho a Emaús. Jesus neste momento nos dá uma lição profunda e poderosa. São quatro propósitos importantes que nos enriquece e nos edifica.

Então precisamos aprender que ir para Emaús significa:

1º - O caminho de nossos interesses pessoais;
2º - O caminho de fuga de um compromisso com Cristo;
3º - O caminho de fuga dos cultos da igreja;
4º - O caminho de fuga da comunhão com o corpo de Cristo.
Por esta razão, caminhou com eles a maior parte da viagem que durou umas duas horas. Mas a bíblia nos diz que os olhos deles estavam como que fechados (vs.16), por isso não puderam reconhecer que Jesus estava entre eles. Na cegueira deles, esses dois homens estavam amargurados, cansados e absortos em seus tristes pensamentos (Lc.24.17). Não reconheceram Jesus quando se uniu a eles. Interessante que o mesmo aconteceu com Maria, que em circunstâncias similares, não reconheceu Jesus de imediato no dia da sua ressurreição.

Irmãos, as tristezas sugam nossas forças e energias, tiram o bom humor, afetam nosso corpo, trazem angústia para a nossa alma. Então não fique envolvido demais nas suas tristezas! Quando Jesus morreu, os seus discípulos sentiram os seus planos frustrados. Para eles não existia mais horizontes, expectativas, confiança, e muito menos esperanças (Lc. 24.15).

Quando estamos tristes, preocupados com nossos problemas, sempre fixamos nossos olhos neles; conversamos com alguém a respeito deles, e parece que ficamos numa roda sem soluções. Quando olhamos demais para nossas tristezas, o nosso mundo parece desabar!. Esta é a lição que podemos aprender sobre a vida destes dois discípulos a caminho de Emaús.

Crente que vai para Emaús só pode estar “desviado” !. Veremos a seguir Sete Princípios para não tomarmos a mesma atitude destes dois seguidores de Cristo.

O PRIMEIRO PRINCÍPIO - NÃO PERCA A CONSCIÊNCIA DA PRESENÇA DE JESUS (vs. 18.21)

Estes versos dizem: "Enquanto conversavam e discutiam o próprio Jesus chegou perto e começou a caminhar com eles, mas alguma coisa não deixou que eles o reconhecessem.". Muitas vezes achamos que Jesus não está perto de nós. Você já se sentiu assim? O texto diz ainda: e um deles chamando Cleopas disse: Será que você é o único morador de Jerusalém que não sabe o que aconteceu nestes últimos dias?

O que foi? Perguntou Jesus. Eles responderam: o que aconteceu com Jesus de Nazaré. Esse homem era profeta de Deus, era poderoso em atos e palavras. Os chefes dos sacerdotes e nossos líderes o crucificaram. “E a nossa esperança era que fosse Ele que iria libertar Israel”. No coração daqueles homens morava uma desconfiança tão grande que não perceberam a presença de Jesus, porque tinham perdido a noção e a certeza sobre a pessoa de Jesus. Irmão, Quem é Jesus para você?

O SEGUNDO PRINCÍPIO - NÃO DEIXE A TRISTEZA LHE CONTAGIAR POR CAUSA DAS CIRCUNSTÂNCIAS (v.17).

Na nossa vida acontecem certas situações, com as quais precisamos aprender a lidar, porque nem tudo é tão fácil como pensamos ou esperamos. Aqui diz: "Eles pararam, com um jeito triste". Quando achamos que Jesus não está por perto para nos ajudar perdemos a paz. Nosso rosto se abate, entra a tristeza. A tristeza traz desconforto e provoca sofrimento.

O estado de tristeza pode ser tão forte que produz depressão. Mas também pode ser considerado um momento de reflexão quando se passa a valorizar a alegria e a felicidade. Mesmo sendo realidade a presença de situações de tristezas, é importante que aprendamos a superá-la. Para lidar com a tristeza, é necessário pedir sabedoria e ajuda de Jesus. Então Ele nos ensinará que existem maneiras de se tirar proveito dos maus momentos que a tristeza nos proporciona.

O TERCEIRO PRINCÍPIO - NÃO PERCA A SENSIBILIDADE DE OUVIR TESTEMUNHOS (vs. 22-24)

O versículo diz assim: "É verdade que também algumas mulheres dentre nós nos maravilharam, as quais de madrugada foram ao sepulcro; e não achando o seu corpo, voltaram dizendo que também tinham visto uma visão de anjos que dizem que ele vive. E alguns do que estavam conosco foram ao sepulcro e acharam ser assim como as mulheres haviam dito, porém, não o viram".

Outras pessoas falaram sobre a ressurreição, mas eles não acreditaram.
Nos nossos dias muitas pessoas têm testemunhado daquilo que Jesus tem feito na vida delas, mas muito tem duvidado deste milagre. E você? Acha que Jesus não vai fazer na sua?. Você tem crido nos testemunhos? É importante que tenhamos nossa fé firme nas promessas e ensinos de Cristo.

O QUARTO PRINCÍPIO - NÃO PERCA O ENTUSIAMO PELA PALAVRA DE DEUS (vs. 25-27)

Vamos ler o texto: "Então Jesus lhes disse: - Como vocês demoram a entender e a crer em tudo o que os profetas disseram! Pois era preciso que o Messias sofresse e assim recebesse de Deus toda a glória. E começou a explicar todas as passagens das Escrituras Sagradas que falavam dele, iniciando com os livros de Moisés e os escritos de todos os Profetas".

Apesar de ser o próprio Jesus que estava falando, houve certo momento que eles não o reconheceram, pois estavam desestimulados. Jesus falou sobre tudo o que a Palavra dizia sobre Ele, mas eles não o reconheceram. Você tem buscado a Deus em sua Palavra? O que a Bíblia têm a ver com seus problemas? Se você não tem experimentado isso, há duas atitudes que você deveria tomar para gerar uma mudança na sua vida: restaurar o seu relacionamento com Jesus, e santificar-se de novo. O ardor e a paixão pela palavra, lhe trará um novo ânimo de participar dos sinais e maravilhas de Cristo.

O QUINTO PRINCÍPIO - CONVIDE JESUS PARA ESTAR COM VOCÊ (v. 29)

Diz o v.29: "Mas eles insistiram com ele para que ficasse dizendo: -Fique conosco porque já é tarde, e a noite vem chegando. Então Jesus entrou para ficar com os dois". A palavra fica conosco tem o sentido de permanecer, estar e continuar. Mostra a importância da presença de Jesus. Naquele momento eles desejavam compartilhar uma refeição em Sua companhia. Será que temos demonstrado para Jesus que ele é importante na nossa vida? É nosso desejo que ele nunca se afaste de nós em nenhum momento?

O SEXTO PRINCÍPIO - DEIXE JESUS LHE GUIAR NA SUA COMUNHÃO (v.30)

Lc. 24.30: "Sentou-se à mesa com eles, pegou o pão e deu graças a Deus. Depois partiu o pão e deu a eles". Somente se dava o direito de conduzir a comunhão do partir para uma pessoa que nitidamente fosse reconhecida como autoridade espiritual. Devemos convidar Jesus para que nos guie em sua santa comunhão com Deus. "Eu sou o caminho ninguém vai ao Pai senão por mim". É preciso restaurar a nossa consciência da presença de Cristo (vs.31). Restaurar a nossa Adoração Significa Saber que Jesus Voltou Para os Seus e Voltará Mais uma Vez. Eles voltaram a reconhecer Jesus como o Filho de Deus, o Prometido, o Libertador, o Messias, o Santo de Deus!. Você tem crido assim?

O SÉTIMO PRINCÍPIO - RESTAURE O ARDOR (PAIXÃO) PELA PALAVRA DE DEUS (v.32)
"Então eles disseram um para o outro: - Não parecia que o nosso coração queimava dentro do peito quando ele nos falava na estrada e nos explicava as Escrituras Sagradas?" Perceberam que aquilo que estavam sentindo quando Jesus lhes anunciava a Palavra, ardia em seu coração, mas só ficaram conscientes deste valor quando pediram a Jesus para guiá-los na Comunhão. Eles se levantaram logo e voltaram para Jerusalém

Voltaram para Jerusalém onde estavam os outros discípulos. Voltaram para somar. Voltaram para estar juntos. Voltaram para arregaçar as mangas. Voltaram para juntos servirem a Jesus. Você tem deixado de SOMAR NA SUA CONGREGAÇÃO? Então é hora de voltar para Jerusalém. Lá era o lugar onde Jesus queria que seus discípulos permanecessem antes do dia do Pentecostes.

Conclusão

Hoje convide o Espírito Santo para ficar com você. Isto desviará seus olhos da sua triste caminhada. Aqueles dois viajantes puderam experimentar e sentir durante a sua caminhada que estavam vivendo um momento especial quando perceberam que era Jesus!. Mas para isso acontecer, você precisa desistir de Emaús, se levantar, e voltar logo para Jerusalém!.

Lá você terá a restauração da consciência da presença de Cristo. Terá o restabelecimento do ardor pela palavra de Deus. Ganhará a retomada da sua trajetória cristã. E por fim terá a restauração do ardor da Palavra de Deus no seu coração.

Em nome de Jesus.


QUANDO DEUS ESCOLHE O MENOR PARA FAZER AS GRANDES OBRAS




Texto I Co. 1.26-29

Deus tem poder para fazer grandes coisas a partir de coisas pequenas. Tem poder para fazer coisas fortes a partir das coisas fracas, tem poder de usar o menor para derrubar grandes gigantes, tem poder de usar o pouco para fazer muito, tem poder para fazer o desconhecido se tornar um herói na história. Vemos também que o nosso Deus, é um Deus de simplicidade. Quando o diabo arma grandes golpes, grandes estratégias de ataque e destruição, Deus faz questão de tomar coisas simples e aniquilar os planos diabólicos com os seus planos divinos.

Muitos foram chamados e escolhidos por Deus, para serem usados pelo Senhor, embora muitos se sintam pequenos, incapazes, sem forças, e sem recursos. Acontece que a obra é D’Ele, e por isso o Senhor escolhe o menor e capacita os seus escolhidos para realizarem as grandes obras na Terra. É o poder e a unção de Deus que farão as coisas acontecerem, basta que lhe obedeçam e sejam fiéis a Ele. Abrir o coração para o poder de Deus, é ver acontecer o agir do sobrenatural, é ver acontecer as coisas surpreendentes e grandiosas que Ele fará através das vidas dos seus escolhidos!.

Deus sempre se ocupará com as coisas que estão no nosso coração. Isso significa que Ele se importa com os pensamentos, as paixões, as atitudes, as motivações, se confiamos N’Ele, e também se amamos os seus caminhos. Deus não valoriza a aparência externa, posição social ou financeira, ou qualquer outra medida exterior que o mundo considera tão importante. Deus nos vê de forma diferente, nem tampouco nos vê como os nossos pais, parentes e amigos costumam nos enxergar!.

Temos sido confrontados diariamente com novos desafios, e quando olhamos para eles, somos tentados a pensar que não somos capazes de ir em frente. Sentimos que somos pequenos, incapazes!. As dúvidas começam a fervilhar a nossa mente, e por fim, achamos que não dá mais para prosseguir!. Quantos de nós já não nos sentimos assim?. Que as nossas forças são limitadas?. Que é impossível ir adiante!. É nessa hora que o desânimo nos faz parar!. Mas afinal, quais são os motivos que nos deixam ficar assim?.

Uma das razões é o fato de termos uma visão errada de nós mesmos!. Temos a facilidade de ver nossos defeitos, nossas falhas e fracassos!. Costumamos agir assim!. Essa visão se agiganta dentro de nós, e nos intimidam, roubando-nos as oportunidades de uma vida feliz e vitoriosa. Outra razão é o fato de termos uma visão errada dos outros. Os homens costumam ver e valorizar os dons, a beleza exterior, o nível social, a cultura, a formação familiar, a capacidade intelectual, os dotes físicos, e tantos outros elementos que o homem dá valor. Mas aos olhos de Deus, tudo isso não passam de valores secundários e superficiais!.

Queridos, quando Deus quer agir, não há impossível para mim e nem para você!. Deus vê sempre o que há de melhor em nós, e sempre de forma positiva. Enquanto o homem vê a sua fraqueza; Deus vê a sua potencialidade. Enquanto o homem olha para suas limitações; Deus vê a nossa capacidade para realizar a obra D’Ele. Por isso, Deus chama os tímidos, os desprezados, os rejeitados, os esquecidos, os pequenos, e os faz valentes e vencedores!. Costumamos ficar presos a rótulos e não aos conteúdos. Valorizamos o que nos parece belo, aquilo que é visível e superficial aos nossos olhos. Mas Deus olha mesmo, é as motivações do nosso coração!.

Por causa dessa visão somos facilmente enganados. Valorizamos e desvalorizamos, acreditamos e desacreditamos, julgamos e somos julgados, tudo em função das aparências. Por isto o rejeitado se torna pequeno, o fraco em um desacreditado e o pobre se transforma no miserável!. Esse tipo de visão, Deus não quer que tenhamos jamais, pois fatalmente leva o homem a uma vida sem chances, sem horizontes, sem oportunidades e ao declínio espiritual.

Quando Deus lhe chamar atenda o seu chamado!. Não subestime o que Deus quer fazer através de você!. Pode crer que Deus, através de você, surpreenderá a muitos!. Mesmo se sentindo pequeno, Deus escolheu você para fazer grandes obras. Liberte-se do medo para se tornar um vencedor. Já que o Senhor escolheu você, então o Senhor lhe chamou para ser uma benção nas mãos D’Ele!.

Amados, quero compartilhar com os irmãos alguns textos encontrados na bíblia, onde Deus usou o menor, o pequeno, o desprezado para fazer uma reviravolta na nação de Israel. Tenho meditado alguns dias sobre esse tema, pois um dia também achei que Deus tinha errado em escolher-me para fazer a sua obra. Ficava me escondendo atrás de um sentimento de inferioridade, sentindo-me incapaz e até mesmo morria de vergonha. Quando subia aos púlpitos, minhas pernas batiam palmas!. Esta mensagem tem como objetivo de falar e tocar seu coração. Afinal, para Deus, você já é um vencedor!.

DAVI ERA O MENOR DA SUA CASA (I Sm.16.11) - O status de Davi na família era tão pequeno que nem sequer foi chamado para encontrar-se com Samuel. Davi era simplesmente o filho mais moço, que cuidava das ovelhas nos campos. Todavia os pensamentos e caminhos de Deus em relação à nós, estão acima da nossa mente finita; mas podemos estar certos de que os seus escolhidos estarão aptos para cumprir o trabalho e os planos de Deus.

Deus precisava levantar um novo rei para substituir o rei pedido pelos homens. A visão de Deus é diferente dos homens. Enquanto o povo de Israel via Saul como um rei forte e poderoso para governar Israel, Deus viu num jovem pastor as qualidades perfeitas para reinar o seu povo. O menor da casa de Jessé tornou-se o maior monarca da história de Israel.

DE SONHADOR A GOVERNADOR DO EGITO (Gn.40.41-43) – José servia de portador de recados para seus irmãos mais velhos. Andava vestido com “uma túnica de muitas cores”. Por ser uma roupa superior à deles, isso gerou ódio e ciúmes para os seus irmãos. Esse ódio acabou se manifestando em ato de crueldade (Gn.37.3). Foi então que Deus começa a revelar os grandes planos para o jovem José através de seus sonhos. José tinha 17 anos quando foi vendido como escravo por seus irmãos (Gn.37.2). A seguir passou treze anos como escravo, e pelo menos três desses anos foram passados no cárcere.

A fome foi terrível na terra de Canaã, e seu pai Jacó olhou para o Egito como sendo o país de onde lhe havia de vir o socorro (Gn.42.1-6). Os planos de Deus foram maravilhosamente planejados para que José, Jacó e todos os seus irmãos viessem novamente a se reunir como uma família. Deus o exaltou a uma posição de honra e autoridade, quando interpretou o sonho do Faraó. Livrou o Egito de uma grande fome. Aos trinta anos, foi eleito governador do Egito, e José até o final da sua vida continuou sendo fiel ao seu Deus.

UMA MENINA PARA AJUDAR UM GENERAL LEPROSO A FICAR CURADO (II Rs.5.1-3). – Seu nome era Namãa, chefe do exército do rei da Síria. Era um grande homem diante do seu senhor, pois foi ele que havia derrotado os exércitos de Israel na batalha em que resultou a morte de Acabe. Deus usa uma menina escrava, que com toda a sua simplicidade e sinceridade, revela a esposa de Naamã, que havia um Deus em Israel capaz de curar a doença de sua vergonha.

A conduta dessa menina cativa e a maneira como se comportou neste lar pagão, é um forte testemunho de que Deus usa pessoas que estão no anonimato para realizar grandes obras. Deus também desperta nas crianças, reverência, ternura, justiça, obediência e confiança. Deus tem propósitos para elas, embora muitos pais não possam ter a compreensão exata dos planos de Deus.

UM MENINO QUE SE TORNOU PROFETA, JUIZ E SACERDOTE – Por causa da corrupção do sacerdócio e do declínio espiritual do povo de Deus, o Senhor levanta um menino chamado Samuel para proclamar a Sua Palavra e agir como Mediador entre Deus e o povo. Fundou a “escola de profetas” em Ramá. Através de Samuel esses profetas se desenvolviam espiritualmente e eram ensinados a respeito da vontade de Deus para Israel.

O propósito era promover a renovação espiritual e a restauração do concerto de Deus com Israel. Foi o profeta que Deus usou para por ordem na monarquia de Israel. O Senhor usou poderosamente Samuel como líder espiritual de Israel quando o governo da nação de Israel passou de Juiz para Rei.

UM COPEIRO PARA RECONSTRUIR OS MUROS DE JERUSALÉM (Ne.1-5) – Deus ficou com o coração comovido diante do pedido de Neemias que durante quatro meses derramou seu coração diante do Senhor em jejum e oração. Foram muitas lágrimas derramadas quando soube do problema que afligia os seus irmãos que estavam em Jerusalém. Neemias era um homem capaz, corajoso, perseverante porque o Senhor estava com ele.

Neemias olhou para aqueles muros arruinados há mais de 100 anos, e com a visão de um homem de Deus completou a obra em apenas cinqüenta e dois dias. Um século de tempo desperdiçado, pois em menos de dois meses os muros foram reconstruídos, apesar de intensas oposições!. Neemias representa a geração de líderes que ora, trabalha, constrói e não mede sacrifício para realizar a visão e a obra de Deus.

UM MALHADOR DE TRIGO QUE SE CONSIDERAVA O MENOR DA CASA DE SEU PAI (Jz.6.15) – Cem versículos são usados para falar de Gideão. Foi o sétimo juiz de Israel. No seu tempo, os israelitas eram esmagados pelos midianitas, um povo invasor e cruel que invadiam os campos de cereais na época da colheita para tomar os seus cereais. Todos os anos os israelitas eram obrigados a fugir e se esconderem nos retiros fortificados das montanhas. Foi escolhido por Deus de um modo extraordinário para libertar os israelitas do jugo dos midianitas, do qual estavam sofrendo há sete anos!.

Ganhou a guerra contra os midianitas causando verdadeiro pânico no exercito inimigo. Usou o brilho dos fachos, o alarido dos israelitas, o toque de trezentas trombetas por entre os montes. Fez a paz com os efraimitas, mas consegue matar os reis dos midianitas com um exército de apenas 300 homens!. Julgou o seu povo por cinqüenta anos!.

UMA ORFÃ JUDIA QUE SE TORNOU RAINHA PARA LIBERTAR SEU POVO (Et.4.16) – Hadassa que significa “mirtilo”, é o nome hebraico de Ester. Interessante que a planta de mirtilo era usada no AT para simbolizar o perdão e a aceitação do Senhor para com seu povo (Is. 55.13). Portanto, Ester era a pessoa certa, no lugar certo, e no momento certo. Colocada ali pelo próprio Deus para interceder por seu povo e impedir os planos diabólicos de Hamã, que por inveja tentava destruir os judeus com suas trapaças.

Ninguém poderia impedir os planos que Deus tinha para Ester. Ela orou, jejuou e intercedeu pelo seu povo, seguindo a orientação do Senhor. A história virou de cabeça para baixo, e Hamã morre na forca que havia preparado para Mordecai. Deus usou Ester para libertar o seu povo, e através dela, o Senhor demonstrou sua lealdade e providência divina numa situação que parecia sem saída!.

DE CRIADOR DE OVELHAS A UM PROFETA DA JUSTIÇA DE DEUS (Am.1.1) – Seu nome é Amós. Exerceu seu ministério nos reinados de Uzias, rei de Judá e Jereboão II, rei de Samaria. Amós não pertencia ao reino de Israel, mas habitava em Tecoa, uma aldeia de Judá ao sul de Jerusalém. Era pastor de ovelhas e cultivador de sicômoros, uma fruta parecida com o figo, sendo um pouco menor, e de menos sabor. Para essa fruta amadurecer mais rápida, devia-se furar ligeiramente o fundo de sua casca com a mão. Embora fosse leigo e não tivesse o status de profeta, mesmo assim foi chamado pela irresistível força de Deus para profetizar ao povo rebelde de Israel. Deixou tudo quando o Senhor o chamou para ir profetizar no reino do Sul, e no reino do Norte.

A mensagem de Amós é vista claramente nos ensinos de Jesus e no livro de Tiago. Ambos aplicaram a mensagem do profeta, mostrando que a verdadeira adoração a Deus é a observância do “ouvir” e o “praticar” a vontade de Deus. Amós condenou Israel por quatro pecados principais: tratamento desumano, maus tratos aos pobres, falso orgulho por causa da sua riqueza e a falsa adoração. O povo, infelizmente não ouviu o que Deus tinha a dizer-lhe. A destruição de Israel veio três décadas mais tarde. Amós representa todos aqueles que são tementes a Deus, e tem disposição para servir ao Senhor, mesmo se achando descredenciado para essa missão.

DE PERSEGUIDOR DE CRISTÃO A DISCÍPULO – Saulo foi um perseguidor implacável de cristãos. Era demasiadamente obstinado, em fazer oposição às doutrinas ensinadas pelos discípulos de Jesus. Seu maior objetivo era arrastar homens santos e mulheres santas para os tribunais, onde alguns eram condenados à prisão, e outros à morte, tudo por causa da fé que eles tinham em Jesus. Isso trouxe tristezas e pesares à igreja recém organizada, e fez com que muitos buscassem segurança em suas fugas.

Entre as cidades para as quais foram, achava-se Damasco, onde a nova fé começava a ganhar almas para o Reino de Deus. Para esse trabalho “especial” que teria que ser feito em Damasco, foi Saulo que se ofereceu para executar (At.9.1-2). No último dia da sua viagem, “ao meio dia”, quando os cansados viajantes se aproximavam de Damasco, seus olhos subitamente foram envolvidos por uma luz que excedia o esplendor do sol. E Saulo caiu ao chão, cego e desorientado!.

Enquanto a luz continuava a resplandecer em redor deles. Saulo ouviu “uma voz que falava em língua hebraica”, e que lhe dizia: Saulo, Saulo, por que Me persegues?. Saulo compreendeu que aquelas palavras que ele ouviu claramente, eram do próprio Jesus, o Filho de Deus( At.9.3-5)!.

Buscou a Deus de todo o coração, não descansando até que tivesse a certeza de que seu arrependimento fora aceito e seus pecados perdoados. O seu chamado não veio da parte dos homens, nem por homem algum, mas por Jesus Cristo, e por Deus Pai (Gl.1.1). Agora não era mais Saulo, mas Paulo, um estudioso das Escrituras Sagradas, que começa a pregar o evangelho “não em sabedoria de palavras, para que a cruz de Cristo não fosse vã – mas em demonstração de Espírito e de poder”

Paulo aprendeu que, “não são os sábios segundo a carne, nem muitos os poderosos, nem muitos os nobres que são chamados. Mas Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias; e Deus escolheu as coisas vis deste mundo, e as desprezíveis e as que não são, para aniquilar as que são; para que nenhuma carne se glorie perante Ele” (I Co. 1.26.29). A mudança de fé de Paulo não foi gerada por impulso ou fanatismo, mas foi resultado de sua incrível experiência com Jesus!. O pior dos homens se tornou o melhor deles, quando teve um encontro com Jesus!.

Conclusão

Queridos, Jesus está buscando pessoas para completar a sua obra. O Senhor chama obreiros simples, modestos, que sejam fervorosos e que desejam levar a Sua Palavra tanto para o humilde quanto as mais altas classes. Há verdadeiros milagres a serem operados nas almas que ainda irão se converter nos quatro cantos do mundo. Neste mundo tenebroso de pecado, o Senhor tem jóias preciosas que Ele deseja alcançar.

Para esses, Ele saberá guiar seus discípulos. É através dos seus escolhidos, que o Espírito Santo irá fazer grandiosas obras. Os mais secretos pensamentos e emoções de corações serão abalados e transformados pela divina graça do Senhor. Não importa para Deus se você se acha pequeno ou o menor da sua casa ou até da sua igreja. Se você foi à pessoa designada para uma importante obra, é porque para Deus, você é “um vaso escolhido” e pronto!.

Deus talvez não tenha lhe falado qual é a obra que Ele quer que você faça. Mas lembre-se: com Paulo foi assim também!. Você tem a seu favor, o poder e a graça do Espírito Santo para convencer os homens do pecado. Basta isso!.

Que o Senhor te abençoe poderosamente em nome de Jesus Cristo.
Amém!.


TRAVESSEIROS DE PEDRA

Texto Gn. 28.10-11

Que tipo de desconforto você já experimentou na vida? - Já dormiu de mal jeito? - Já dormiu com frio ou calor? - Já calçou sapato ou tênis apertado? - Já teve que tolerar algum tipo de dor terrível? - Já teve uma pedra no sapato? - Já dormiu num sofá estreito e curto? - Você já passou a noite dormindo com a cabeça sobre uma pedra?

Este texto nos fala exatamente de um dia de desconforto na vida de Jacó. Depois de uma viagem longa, solitária e cansativa, Jacó deitou-se para dormir num deserto frio e solitário. Num lugar onde não havia nenhum tipo de conforto, o que ele fez? De uma pedra fez o seu travesseiro. IMAGINA ESSA SITUAÇÃO?
- Agora, além de toda essa situação desagradável Jacó passar a noite com a cabeça em pedra, JACÓ TINHA ALGO MAIS, INCOMODANDO A SUA CABEÇA - ELE ESTAVA FUGINDO DE CASA. 
- Depois de uma desavença, de um desentendimento familiar, Jacó se viu forçado a sair de casa para não ser morto.

MAS ESTE NÃO ERA O ÚNICO DESCONFORTO QUE JACÓ ESTAVA CARREGANDO.  Havia outros:

O DESCONFORTO DE ESTAR SEM FAMÍLIA - Jacó era um filho querido, cercado de todo o cuidado de sua mãe. Mas agora, ele se encontrava tendo que sobreviver num deserto sem amparo, numa situação totalmente adversa, hostil e imprevisível.
Muitas pessoas se sentem assim como Jacó: De repente, se viram sozinhas, sem o amparo da família. Estão longe de casa (alguns estão longe geograficamente; mas outros, estão até debaixo do mesmo teto, porém distantes de seus familiares, devido à aborrecimentos, birras e brigas). Será esse o seu desconforto? ...o seu travesseiro de pedra?

O DESCONFORTO DE ESTAR SEM DIREÇÃO - A única coisa que Jacó sabia era que estava fugindo da morte, sem saber o que viria pela frente.
Existem pessoas nesta mesma situação. Estão simplesmente sobrevivendo às situações prejudicais, escapando de algo, MAS A VIDA NÃO SEGUE, não anda..., porque falta um projeto, um sonho, um ideal, uma direção...  Elas podem dizer: "Eu cheguei aqui não sei nem como, nem porque". Parece que estão num labirinto, sem saber a saída; Será esse o seu desconforto nesta noite?

O DESCONFORTO DA SOLIDÃO -
Sem ter com quem conversar, sem ter com quem chorar, sem ter com quem desabafar, Jacó deitou-se para dormir. Este é o incomodo de milhares de pessoas neste exato momento.

O TERRÍVEL DESCONFORTO DA CULPA - Não dava para Jacó fazer de conta que estava tudo bem. Ele havia feito algo errado e se sentia acusado por isso. A MENTIRA O ESTAVA CONSUMINDO por dentro!
Tem gente assim também: vivendo desta maneira, tentando se equilibrar sobre as bases falsas e frágeis da mentira. Tentando justificar e explicar a necessidade de uma mentira. ISTO GERA CULPA!  - Talvez, este seja o pior desconforto.

O DESCONFORTO DA VERGONHA - Jacó sabia que para a família dele, para o seu irmão, ele era conhecido como enganador, trapaceiro, desonesto. Como incomoda o fato de se ter o nome comprometido! Ser discriminado. As pessoas desconfiam, não dão crédito. Chamam de "ovelha negra". A síndrome da ovelha negra

SERÁ QUE VOCÊ SE SENTE ASSIM, DORMINDO NUM TRAVESSEIRO DE PEDRA?
- Pode ser que seu casamento tenha se tornado um travesseiro de pedra, um incômodo, um transtorno;
- Pode ser que seu namoro tenha trazido desconforto;
- Pode ser que a falta de sucesso financeiro tenha se tornado seu travesseiro de pedra;
- Pode ser que você esteja vivendo um grande desconforto mental por causa de uma culpa. Uma mentira, um prazer ilícito, escondido, que gerou uma crise profunda da qual você não consegue se desvencilhar.
- Pode ser que você esteja experimentando um desconforto com relação à vida afetiva. Está sozinho, sem ser amado.
- Pode ser que o seu desconforto seja um pesar espiritual, um vazio na alma.
- Ou talvez as drogas, os vícios é que estejam sendo o seu desconforto, porque estão oprimindo você.
- Ah! Talvez, você esteja incomodado por alguma dor ou por aquilo que parece ser sintoma de uma enfermidade...

QUAL TEM SIDO O SEU TRAVESSEIRO DE PEDRA?

Quero passar a dizer-lhe uma coisa muito importante a partir de agora

Nestas circunstancias de travesseiro de pedra, Deus abriu os olhos de Jacó, lhe fez promessas, lhe deu terras, disse que Ele, Deus, seria a companhia na solidão e que cuidaria de Jacó e não o deixaria. ( 28: 13- 15) DEUS TEM COMO OBJETIVO NESTA NOITE TIRAR O DESCONFORTO E A SOBRECARGA  do ombro de pessoas aqui! Amém?

Conclusão

Hoje, Jesus faz um convite muito amável a você. Ele está interessado em abençoar você. Jesus quer te dar alívio! Ele está dizendo assim: “Venham a mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e eu lhes aliviarei” (Mt 11.28).

Esta é uma noite para você ser confortado, é noite de restauração! Se você tem tido na sua vida algum desconforto, se há algo incomodando sua cabeça, algum travesseiro de pedra, e hoje, você quer vir a Jesus com fé, na certeza e na esperança de ser aliviado, então, deixa o seu lugar, venha aqui comigo... Nós vamos orar e Jesus vai aliviar o seu coração...

O que você está esperando?




AS OITO MARCAS DE UM VENCEDOR

Texto: Js.14.10-14

Introdução

Ser um vencedor é ter a consciência de que, para atingirmos tal passo, devemos em primeiro lugar, arrancar de nossas vidas todos os gigantes. Os gigantes são deformidades da nossa alma. Quantas deformidades temos que ainda não vencemos?. E satanás, nosso adversário, desde o início quis tomar a autoridade que Deus dera ao homem. Muitos parecem até que já nem se lembram que fomos criados a imagem e semelhança de Deus.

Portanto, originalmente, somos empreendedores e vencedores. O verdadeiro vencedor é aquele que tem um coração esperançoso, temente e voltado para Deus. Ele sente de longe as artimanhas e os perigos do inimigo, mas acima de tudo, crê nas promessas de Deus para sua vida!.

O verdadeiro vencedor tem a percepção aguçada e um espírito diferente. Um espírito diferente para realizar grandes conquistas. Sabe que vai enfrentar problemas, mas tem a certeza de que esses problemas não irão vencê-lo. O verdadeiro vencedor não deixa o pecado entrar e afetar a sua mente, nem roubar a sua percepção. Tem a consciência que nasceu para vencer, prosperar e conquistar. Jesus veio para restituir em nós esse espírito empreendedor. Só o evangelho pode mudar nossa maneira de Pensar, Ser, e Agir.

Na Bíblia encontramos um homem que deu exemplo de um grande vencedor. Era um homem de espírito e alma livre, pois sabia como triunfar em todas as barreiras e batalhas. Ele tinha as marcas de um vencedor. Seu nome: Calebe, que significa “homem de faro”.

Era líder da tribo de Judá quando foi apontado como um doze espias enviados por Moisés à Terra de Canaã. O principal registro na Bíblia à seu respeito foi quando juntamente com Josué, voltou de sua missão com um relatório positivo. Calebe não deixava duvidas a respeito do cumprimento da promessa de conquistar aquelas terras.

Enquanto que os demais espias e todo o povo, influenciado pelos mesmos, não herdaram a Terra e morreram no deserto. Na trajetória de Calebe encontramos oito principais marcas de um vencedor. Vamos analisar.

A PRIMEIRA MARCA – CALEBE TINHA A UNÇÃO DE DEUS.
Em Nm.14.24ª. lemos assim: “Porém o meu servo Calebe, visto que nele houve outro espírito, e perseverou em seguir-me.”. Calebe era um homem diferente. Ele se sobressaiu juntamente com Josué. Segundo o próprio Deus, Calebe tinha outro espírito. Os vencedores se destacam porque têm outro espírito. É o Espírito do Senhor – “Porque Deus não nos tem dado espírito de covardia, mas de poder, de amor e de moderação” (I Tm.1.7).

O Espírito do Senhor estava com Calebe. A marca dos vencedores é a unção de Deus. Essa unção é que nos faz diferente, corajoso e ousado. Os gigantes não o intimidaram, nem as muralhas das cidades. O registro que sua mente captou foi à beleza e a riqueza da Terra. Todo pensamento que sua mente preservou foi à promessa da vitória. Somos mais do que vencedores porque visualizamos a vitória antes mesmo de lutar. E quando lutamos, podemos ter a certeza de que venceremos.

A SEGUNDA MARCA – CALEBE NÃO DESPREZOU A CHAMADA DE DEUS.
Calebe não desprezou o que Deus tinha para ele. Não iria desperdiçar o livramento que teve da escravidão no Egito morrendo no deserto. Ele era um inconformado, pois sabia que Deus tinha um propósito maior para sua vida. O autor aos Hebreus diz: “Portanto, convém-nos atentar, com mais diligência, para as coisas que já temos ouvido, para que, em certo tempo algum, nos desviemos delas. (Hb.2.1). Algumas pessoas são verdadeiros desperdícios, pois com tanto potencial dentro delas, se conformam em viver uma vida de mediocridade, confinados a um deserto. Estes desprezam a vida abundante que Deus quer lhes dar, e entram numa rotina religiosa. Assim como Calebe, não devemos fixar nossa mente na libertação que já recebemos, mas na conquista que ainda faremos. Desprezar a oferta de Deus é pecado e traz conseqüências desastrosas.

A TERCEIRA MARCA - CALEBE TINHA CERTEZA DA SUA VITÓRIA.
Calebe tinha personalidade. Ele não negociou suas convicções. Não teve medo quando o povo quis apedrejá-lo (Nm.14:10). Sabia que Deus era com ele e lhe daria vitória. É incrível como encontramos pessoas que nos tentam paralisar e intimidar! O sistema maligno age na personalidade coletiva. Temos a tendência de fazer o que todo mundo faz. Para tomarmos posse da vitória não podemos nos amoldar à maioria com seu negativismo e linguagem de derrota, frustração e medo.

É preciso atitude corajosa para resistir às opiniões contrárias, e ao mesmo tempo, influenciar a multidão. Calebe sabia que o clima não estava bom, mas ainda assim, teve a coragem de se levantar e anunciar a verdade com ousadia, tentando persuadir o povo (Nm.14.7-9). Todo vencedor vai além de se deixar dominar. Ele contagia, influencia, mesmo que todos estejam contra ele.

A QUARTA MARCA – CALEBE SABIA ESPERAR.
Calebe esperou o tempo certo. Ele era homem de fé, não aquela fé transitória ou passageira. A verdadeira fé é aquela que prevalece, não é aquela fé que só se manifesta quando as circunstâncias são favoráveis. Por causa da rebeldia dos outros, Calebe teve que esperar quarenta e cinco anos para tomar posse da sua promessa! Mas ele não desistiu de esperar! Às vezes desanimamos porque as pessoas nas quais investimos não creem e não respondem aos nossos estímulos. Muitos desistem por influência da incredulidade da maioria que os cerca. Mas Calebe foi um exemplo de persistência.

Também não podemos deixar que as escolhas das pessoas ao nosso redor influenciem nossas próprias decisões. Com certeza Calebe ficou triste pela decisão do povo, mas não desistiu, nem deixou que a paz escapasse de seu coração. Jesus disse aos Seus discípulos ao enviá-los de casa em casa: “E quando entrardes nalguma casa, saudai-a; e, se essa casa for digna, desça sobre ela a vossa paz; mas se não for digna, torne para vós a vossa paz”. (Mt.10.12-13).

A QUINTA MARCA – CALEBE NUNCA DEIXOU DE SONHAR.
Calebe disse a Josué: “Eis, agora, o Senhor me conservou em vida, como prometeu” (Js.14.10). Os que crêem não morrem! Todos morreram menos e ele e seu companheiro Josué. A fé é que nos mantém vivos, porque nos leva a sonhar. Quem pára de sonhar, morre. Calebe estava no deserto, mas sua mente estava na promessa. Seu ânimo, sua alegria, sua paz, estavam firmados na promessa de Deus.

Muitos são mortos vivos, porque pararam de crer, pararam de sonhar. Tornaram-se frios, apáticos, indiferentes para com as coisas de Deus e estagnaram no processo. Só a fé nos faz sobreviver no deserto. Só sai do deserto quem continua crendo, e não murmura. A murmuração é o contrário da fé. Os vencedores são os que no seu interior, tem outro espírito e, assim, superam o deserto. Calebe estava no deserto, mas não se sentia no deserto. Seu coração estava na promessa. No tempo certo ele tomou posse do que era seu. Quem tem o coração na promessa sabe que o deserto é temporário. O deserto perde sua força quando nosso coração está focado na herança prometida por Deus.

A SEXTA MARCA – A FORÇA DE CALEBE NUMCA ENFRAQUECEU.
Quando chegaram à terra de Canaã, Calebe disse a Josué: “Estou forte ainda hoje, como no dia em que Moisés me enviou” (Js.14:11). O vencedor não perde sua força, porque não perde sua esperança. Calebe preservou sua força porque, embora estivesse no deserto, sua mente não estava lá. Um homem não deixa de ser guerreiro quando envelhece, mas, quando perde seus sonhos, e a sua visão. A Bíblia diz que nós temos a mente de Cristo. O segredo em perseverar a força é manter o foco em Deus, o autor da nossa salvação.

O deserto e sua influência podem nos tirar a força. Os que se cansam é porque perdem o foco, entram em motivações erradas. Mas os que esperam no Senhor renovam as suas forças. É pela oração e pela meditação na Palavra que nos fortalecemos diariamente. É a forma de como aprendemos a nos desligar do deserto e voltar a nossa mente para Deus, que nos fez as promessas.

A SÉTIMA MARCA – CALEBE TINHA DISPOSIÇÃO PARA NOVOS DESAFIOS
Calebe era coerente com o que dizia. Sustentou sua linguagem por quarenta e cinco anos, porquanto disse que enfrentaria os gigantes e as cidades fortificadas. Calebe não desistiu e nem optou por algo mais fácil. Temos que preservar a linguagem de fé. Algumas pessoas, depois de algumas tribulações, optam por uma proposta mais fácil. Não querem mais se comprometer tanto por causa de algumas decepções, e frustrações.

Mas Calebe continuava querendo o lugar dos gigantes e das cidades fortificadas. As cidades fortificadas são os territórios a serem conquistados (o coração das pessoas), e os gigantes são os principados e potestades que dominam sobre elas. Calebe sabia que se os gigantes estavam lá, era porque aquela era a melhor terra. Ele queria ir sempre além. Além do normal, e além do que a maioria fazia. Ele queria desafios. Novos desafios. O vencedor é aquele que assume desafios. Não espera ser desafiado, mas busca desafios.

Alguns até se acham vencedores. Mas só no título! Na verdade, alguns nunca aprenderam a conquistar. Calebe disse: “O Senhor, porventura, será comigo, para os expulsar como prometeu” (Js.14.12). O Vencedor escolhe grandes desafios! Todo território está ocupado; e, quanto mais forte o inimigo, mais fértil e mais rico é o solo. Precisamos aprender que, quando a batalha se intensifica, é bom sinal. É sinal de que o alvo pelo qual lutamos é legítimo e dará muitos frutos.

A OITAVA MARCA – CALEBE TINHA ALIANÇA COM DEUS.
O lugar que lhe foi dado como herança foi Hebrom, que significa “Aliança”. Antes, era Quiriate Arba, porque Arba foi o maior homem entre os anaquins (Js.14:15). Calebe derrubou o maior gigante. Assim como Davi, foi logo enfrentar o maior, o mais forte. E Deus lhe deu vitória! Deus só poderia dar esse lugar ao homem de Aliança. Só quem tem aliança é que pode ser um vencedor. Calebe tinha uma aliança com Deus, mas também com Josué. Poderia ter reivindicado o lugar de Josué e questionado com Deus. Por que Josué, e não eu?

Mas não o fez! Respeitou a liderança de Josué e foi pedir a ele para lhe dar aquele lugar. Calebe poderia ter ido para outro lugar se tivesse mágoa no seu coração, e assim ir embora sozinho. Mas não questionou com Deus, porque sabia que com Deus não se pode questionar. Todo vencedor simplesmente obedece a aprende a respeitar e amar os líderes que Deus escolhe para estarem sobre sua vida. Por isso, Calebe atraiu a glória de Deus para si, porque andava sempre em paz e obediência.

Conclusão

É tempo de recebermos o Espírito de Deus. Espírito de poder e ousadia. Somos vencedores por antecipação. A vitória está dentro de cada vencedor, e materializá-la é só uma questão de tempo. Para os vencedores não existem limites de desafios; pelo contrário, buscam desafios cada vez maiores, que vão além da normalidade. Sonhar é próprio de conquistadores e vencedores.

Não pare de sonhar, pois os sonhos são a linguagem do Espírito. Continue crendo e confessando as promessas na linguagem de fé. Continue focado na promessa! Não fique preso ao passado, lembrando dos relatórios daquele tempo. Desfrute da sua libertação, que já é um presente de Deus. Se você deseja ser um vencedor, livre a sua mente e emoções das prisões do passado.

Quando temos obstinação para conquistar, não podemos recuar diante de qualquer situação adversa. Devemos avançar para vencer os desafios, ainda que encontremos gigantes na terra que Deus nos deu. Vencedor não faz relatórios incrédulos! Deus afirmou que nos daria autoridade sobre as nações para quem perseverasse até o fim.

Se você deixar seus sonhos morrerem, jamais será um vencedor. Tem que ser como Calebe: ousado e determinado. O Salmo 22.12-14 diz que o justo florescerá como a palmeira, e ainda na velhice dará o seu fruto. Deus será contigo para tirar a posse do teu inimigo, e lhe dar uma terra que irá produzir muito fruto, e fará multiplicar a tua descendência.

Essa promessa é só para aqueles que se sentem vencedores. Não são para os idealistas. Os idealistas são aqueles que só sabem ficar pensando em conquistar, e não VÃO EM FRENTE! Ficam colocando obstáculos, criando dúvidas, pensando se vai dar certo ou não. Todo idealista tem a mente passiva e conformada.

Os sonhadores são realistas e conquistadores. Seja você então, um deles!
Em nome de Jesus!


AS CINCO TEMPESTADES QUE ABALAM A VIDA DO CRENTE

Texto Mc. 4.35-41
Introdução

A vida não é só constituída por dias alegres, ensolarados e serenos. Também existirão nela momentos de angústias, aflições e necessidades, os quais representam as tempestades pelas quais um dia teremos de atravessar. A vida cristã não é muito diferente: as dificuldades são inevitáveis, mas sempre podemos contar com a ajuda de Deus para vencermos. Quando passarmos por tempestades, Deus estará conosco, junto de nós em todos os momentos. Sem as dificuldades, nossa vida seria frágil, sem qualquer experiência de valor.

A tendência natural do ser humano é de olhar sempre para as dificuldades, em vez de manter os olhos confiadamente em Deus. Essa tendência, se cultivada e não combatida pela fé, só nos trará inquietações. Deus na verdade quer que você aprenda a confiar em Sua palavra para que você possa vencer as lutas, as suas adversidades, sobretudo os ventos fortes, que poderão chegar a qualquer momento na sua vida. Quando você cresce em fé se torna um vencedor, daí então começa a experimentar a verdadeira bonança na sua vida.

O texto do evangelho de Marcos registra o episódio da tempestade enfrentada pelos discípulos no Mar da Galileia. Nessa ocasião, Jesus estava no barco, dormindo, quando os discípulos foram surpreendidos por um forte vendaval. Os discípulos, apavorados, acordaram a Jesus, clamaram por socorro, e ele acalmou a tempestade, exortou os discípulos e eles, então, ficaram admirados com seu poder.

Essa passagem nos mostra CINCO tipos de TEMPESTADES que sopram causando as terríveis tormentas na nossa vida. Devemos sempre levar em conta que tempestade é uma situação grave, incomum, que na maioria das vezes, nos desestabiliza, e nos deixa vulneráveis. Quem de nós na vida cristã nunca ficou angustiado por causa de um problema surgido de repente?.

É inevitável que as tempestades cheguem, mas muitas delas são ferramentas de Deus para nos fazer crescer, e para que nós aprendamos a depender mais D’Ele. Quero deixar um alerta: a estratégia maligna do diabo é nos fazer esquecer de que quando estamos na nossa luta, é Deus quem pelejará por nós.

Em Mt.14.27 o texto nos mostra que Jesus andou por sobre as águas, isso quer dizer que Ele não está limitado as minhas dificuldades e que tudo aquilo que me amedronta, angustia, aflige, ameaça ou tira a minha paz, não é maior que Ele. Deus tem todas as circunstancias no seu controle. Jesus aparece no meio da tempestade para acalmar o coração de seus discípulos. Deus sabe que a tempestade de nosso interior muitas vezes são maiores que as do exterior, por isso Ele vem para acalmar também a nossa alma, para que possamos ver as dificuldades na dimensão correta.

Deus sabe que é assim que acontece com muitos de nós quando estamos à caminho de Jerusalém. Veja que naquela noite Pedro afundou, e já que ele afundou, nós também podemos afundar. Afundamos em nossos erros, em nossos pecados, nas nossas decepções, e na nossa desistência. Acredite, Deus estará sempre com as mãos estendidas para nos salvar e nos encorajar novamente, nos colocando de pé em sua presença!. Quero compartilhar com os queridos irmãos, alguns fatores que nos ajudarão a identificar o tipo de TEMPESTADE que estamos passando, ou poderemos passar um dia!. Vejamos então!.

A PRIMEIRA – A TEMPESTADE DA FATALIDADE
Assim como os fenômenos da natureza acontece com freqüência, também as tempestades da vida, acabam nos atingindo quando menos esperamos. As tempestades da vida nos causam arrepio, elas chegam alheias à nossa vontade, e na maioria das vezes, colocam a nossa vida de cabeça para baixo. As tempestades chegam para todos!. Grandes e pequenos, jovens e velhos, doutores e analfabetos, crentes e descrentes. A vida não é um parque de diversões, mas a travessia de um mar revolto.

A vida cristã também não é um cruzeiro num confortável navio, cortando as águas azuis e plácidas, mas uma viagem cheia de aventuras, onde não faltam os ventos contrários e as ondas revoltas. Devemos ficar preparados para as tempestades que surgem de uma forma inevitável e desastrosa. Elas se rompem de forma violenta e inesperada sobre a alma humana.

E quando isso acontece, a alma machucada passa a se sentir angustiada, depressiva e desanimada. Abrem feridas invisíveis onde a pessoa passa a carregar dentro de si, os efeitos que irão interferir no seu comportamento, no seu modo de encarar a vida, na forma como ela irá se relacionar com as pessoas e com a sua igreja, e interferir até na fé que ela deposita em Deus!.

A SEGUNDA – A TEMPESTADE INESPERADA

As tempestades chegam de súbito, inesperadamente. Elas não mandam aviso, não enviam telegrama, chegam repentinamente agitando nossa vida, encrespando as ondas que nos assustam e nos assolam com desmesurado rigor. As atitudes dos discípulos de Jesus nos dão a entender que naquela tarde, não havia ventos que indicasse a chegada de uma tempestade. Todos estava tranquilos!. Eles jamais esperavam serem surpreendidos por uma violenta tormenta.

Viram que o tempo estava bom, as águas do mar estavam serenas, os ventos sopravam calmamente, sinal de que não havia indício de sobrevir qualquer agitação na atmosfera. O Mar da Galileia, na verdade, é um lago de água doce de vinte e um quilômetros de comprimento por quatorze quilômetros de largura. Esse grande lago tem a forma de uma harpa, e é encurralado pelas montanhas de Golã. No extremo norte, fica o Monte Hermom, a mais alta montanha de Israel, cujo pico está sempre coberto de gelo.

Com certa freqüência, os ventos gelados descem desse monte e encurralados pelas montanhas de Golã, batem na superfície do lago, levantando ondas gigantes. É assim também na vida. As tempestades nos lembram de agitação, de abalos, de inquietação, de perturbação, de tumulto, e de rebuliço. As tempestades nos colhem de surpresa: pode ser uma doença súbita, um acidente trágico, um divórcio traumático, um luto doloroso, um desemprego, ou uma separação conturbada.

A TERCEIRA - A TEMPESTADE DO DESCONTROLE
Toda tempestade faz com que, quem está envolvido nela, perca o total controle da situação. Os discípulos conheciam o Mar da Galileia como poucos. Eram homens experientes!. Alguns deles eram pescadores e haviam nascido e crescido ao redor daquele lago. Dali eles tiravam o seu sustento. Mas o que era tão familiar para eles, tornou-se uma ameaça. Quando a tempestade chegou, eles tentaram escapar do perigo remando com toda destreza, mas o barco cada vez mais estava se enchendo de água.

Seus recursos foram insuficientes para resolver o problema. O barco não obedecia mais ao comando deles!. A tempestade os assolava impiedosamente, e eles perderam o controle da situação. O vento chicoteava com violência o barco, e as ondas se arremessavam contra eles para levá-los ao naufrágio.

Muitas vezes temos a sensação de que os problemas que nos afligem são como uma tempestade: a situação se agrava, perdemos o controle, e o barco da nossa vida fica à deriva. As tempestades da vida chegam ao ponto de ficarem incontroláveis. A palavra “tempestade” do texto vem do grego “seismós” (sismo) que significa "sacudir". Aqui a palavra tem sentido de terremoto, agitação do mar com rajadas fortes de ventos e raios. É assim que nos sentimos diante das grandes dificuldades. Nossa vida parece que fica abalada, agitada, tumultuada com tantos acontecimentos desagradáveis.

A QUARTA – A TEMPESTADE DA DOUTRINA

Mesmo quando a tempestade foge do nosso controle, ela está sob o controle de Jesus. Aquele que está conosco tem autoridade sobre o vento e sobre o mar. As tempestades da nossa vida não vêm para nos destruir, mas para nos ensinar. Elas não acontecem à revelia, elas são instrumentos pedagógicos para nos fortalecer na fé. Jesus tem todo poder para acalmar não apenas a tempestade que está do lado de fora; mas, também, os vendavais do medo que estão dentro de nós.

Jesus acalma não apenas as circunstâncias, mas, também, os nossos sentimentos. Nessa travessia do mar revolto da vida precisamos ter fé e não medo, sabendo que Jesus é fiel para cumprir suas promessas. Nosso destino é o outro lado do mar e não o naufrágio. Ele está conosco e podemos desfrutar da sua paz mesmo quando as ondas encapeladas berram aos nossos ouvidos. Ele é o todo Poderoso, e aquilo que nos amedronta está literalmente debaixo dos seus pés!.

O Senhor não desperdiça sofrimento na vida dos seus filhos. A tempestade vem para que vejamos o seu livramento e saibamos que ele é Deus, digno de ser adorado.

A QUINTA – A TEMPESTADE DA DERROTA

Diz o texto de Marcos, que as ondas passavam por cima do barco. Isto significa que a tempestade se revela sempre sendo “algo acima de nossa capacidade humana”. O problema, a luta, a adversidade, quando são maiores que nós, é provável que nos sintamos incapazes de vencermos, pois passa na nossa cabeça um sentimento de derrota.

Em Mc.4.37, lemos que tinha água entrando no barco. Quando a tempestade cai sobre nós, ela invade a nossa vida, não pede licença. É algo que atinge o nosso lado emocional, psicológico, físico, financeiro e familiar. Quem está debaixo de uma tempestade existencial e passa a sentir suas forças declinando, não deve achar que tudo não passa de ilusão ou imaginação. A pessoa está realmente sofrendo e sentindo-se derrotada. É preciso reagir!.

A tempestade registrada em Mt. 14.22-32 – nos mostra que os discípulos entraram no barco e começaram a travessia do mar quase às sete horas da noite, e que na quarta vigília da noite, ou seja, lá pelas quatro horas da manhã, eles ainda se encontravam no meio do lago. Ficar nove horas remando sem parar, acaba com as forças dos mais preparados remadores. É isso que acontece quando estamos no meio da tempestade. Ela nos leva à exaustão, ao cansaço e ao esgotamento de nossas forças.

Eles tinham empenhado todas as suas energias, toda a experiência acumulada durante os muitos anos de profissão, toda a capacidade e criatividade em buscar soluções para situações de emergência. Se você vier a enfrentar uma tempestade assim, use todo o seu potencial, vá até ao seu limite máximo, caso contrário você será engolido por ela. Os discípulos estavam dentro de um barco sendo açoitados por fortíssimos ventos contrários, se largassem o remo e desistissem de lutar, aquele vento os levaria ao naufrágio, jogaria o barco sobre as pedras, ou então no barranco de alguma praia.
Se você quer vencer as tempestades, em primeiro lugar você deve ter FÉ. Acredite que pode vencer, que você é capaz, e você vencerá!. Creia, ela não vai destruir a sua vida!. Nas duas tempestades, Jesus repreendeu o medo dos discípulos fazendo uso de duas expressões. Na primeira delas ele se dirigiu a todos os discípulos dizendo: “Por que sois tão tímidos? Ainda não tendes FÉ”? (Mc. 4.40). A segunda repreensão foi dirigida diretamente a Pedro: “Homem de pequena FÉ, por que duvidaste”?. 

Quando abrimos nossas bíblias em Mateus, capítulo 8 lemos a história do centurião estrangeiro, que estava com um servo miseravelmente enfermo, e disse ao Senhor que bastava uma única palavra para que Ele curasse o seu servo. Jesus lhe disse: “Em verdade vos digo que nem mesmo em Israel encontrei tanta FÉ” (Mt.8.10)!.

No evangelho de Mateus no capítulo 15, encontramos a passagem da mulher Cananéia que vai ao encontro de Jesus pedindo socorro por sua filha endemoninhada. Jesus surpreende todos nós dizendo: “Ó mulher, grande é a tua FÉ. Seja isto feito para contigo, como tu desejas” (Mt.15.26-28)

No capítulo 2 de Marcos, vemos quatro homens carregando um paralítico, o desceram pelo telhado até aos pés de Jesus, porque a multidão era grande fora e dentro da casa. Também foram vistos de maneira especial pelo Senhor, que atentou para a FÉ deles: E Jesus, vendo-lhes a FÉ...(Mc.2.5).

A mulher que sofria do fluxo de sangue tocou em Jesus, que lhe disse: “Tem bom ânimo, a tua FÉ te salvou” (Lc.8.48). Não foi o esforço dela, não foi a vontade dela, foi a sua FÉ que a salvou e a curou. FÉ, essa é a atitude que devemos tomar sempre quando estamos diante dos grandes perigos!.

Não sei que conflito você está passando, nem o nível dele. Talvez haja decisões importantes a serem tomadas na sua vida. Talvez os problemas que você está passando, estão lhe deixando cada vez mais atribulado, achando que sozinho você não tem condições de resolver. Creia meu irmão, que o Deus que nós adoramos, está disposto a lhe ajudar. Com Ele você pode vencer essa inquietação e voltar a ter a paz que tanto precisa para viver. Não fique desesperado pensando como irá resolver a situação. Deus sabe tudo a seu respeito e lhe dará vitória. Saiba que, as diversas vezes que vivemos esses conflitos, é porque somos humanos.

Mas como conhecemos o nosso Deus, dobramos nossos joelhos e dizemos: “Senhor, onde está a saída?. Dá-nos a tua direção, tua graça, tua vitória”. De imediato, você verá a mão de Deus agir e pelejar por você. Sabe por que você ainda não desistiu?. É porque ainda confia no Senhor!. É porque você sabe que Ele não vai te decepcionar!. É porque Ele tem se encontrado com você!. É porque só Deus pode resolver os teus conflitos. É porque só Deus pode te dar a paz!. É porque só Deus é que pode curar o teu emocional!. É porque só Deus sabe como está o teu coração!.

Deus faz isso na tua vida. Ele é Deus que vela por sua Palavra!. Exercite a sua FÉ. Comece a depender inteiramente do Senhor em todas as circunstâncias. Você vai descobrir e aprender que as tempestades e os ventos fortes ficarão para trás. Vai descobrir e aprender que vencer as lutas e provações não é um sonho!. É uma realidade!. Porque Deus é real!. 


Se Deus é real então tudo fica mais fácil com Ele!. 

Doe para este Ministério
Caso queira fazer uma doação deposite na conta
Caixa Econômica Ag. 1549 - C/C 89934-8
Em nome de Joaquim de Souza Guimas
Estamos evangelizando nas praças, nas ruas, nos ramais, no interior e os moradores de rua. Não temos recursos, por isso contamos com sua preciosa  ajuda para fazermos o IDE de Jesus, levando alimentação e água para os irmãos carentes que visitamos.
Ore por nós!
"Cada um dê conforme determinou o seu coração, não com pesar ou por obrigação, pois Deus ama que dá com alegria". 2 Co.9-7