Texto: Jo.8-7
O texto narra um fato ocorrido envolvendo Jesus e uma mulher flagrada no
ato doe um adultério. Levaram esta mulher até Jesus, pois estavam ansiosos para ter o
consentimento de Jesus para apedrejá-la até a morte. Era de manhã cedo, e uma
pequena multidão estava na praia ouvindo os ensinamentos de Jesus Cristo,
quando de repente chegou outra multidão, arrastando uma mulher aterrorizada.
A multidão estava sedenta de sangue.
Já havia torturado, espancado e rasgado as vestes daquela mulher. Ela foi
jogada aos pés de Jesus. As pessoas que estavam com Jesus se uniram aos que
trouxeram a mulher, ansiosos também para descarregarem a sua ira e a sua impiedade
sobre aquela mulher.
Já reparou que os seres humanos são
maus? São péssimos e perversos na hora de julgar quem errou? É nessa hora
que muitos demonstram ter prazer e aflição na dor e nas desgraças dos outros.
Duas coisas podemos observar nesta situação: de um lado a multidão que queria
se divertir às custas da vida daquela mulher; e de outro, os escribas e
fariseus, que queriam colocar Jesus num beco sem saída. Se Jesus tivesse
concordado com a execução da mulher, então, o seu ministério de amor seria uma
farsa.
Por outro lado, se Jesus determinasse
o perdão da mulher, estaria indo contra a Lei de Moisés. O próprio Jesus já havia
afirmado que não viera revogar a Lei de Moisés, mas sim cumpri-la. A confusão
estava formada. Todos não viam a hora de começar a apedrejarem aquela mulher.
Jesus esperou alguns minutos, até que a multidão armada com as pedras exigia de
Jesus uma posição, uma sentença de condenação para aquela mulher. Quando Jesus
se pôs em pé, a multidão já apreensiva, fez um silêncio de morte. Jesus se
levantou e disse uma coisa que ninguém esperava.
A resposta de Jesus não poderia ter
sido mais dura, e mais penetrante quando disse: "Aquele que não tem
pecados, atire a primeira pedra". Em outras palavras, só quem fosse extremamente
santo e puro de coração, poderia ser o primeiro a atirar a pedra.
E a Bíblia diz que aos poucos a multidão se dispersou. Todos foram para as suas
casas, acusados pela própria consciência, deixando a mulher e Jesus sozinhos. Por
que aquela mulher não fugiu?
A grande maioria de nós tem a reação de fugir na primeira oportunidade. Fugimos
daquilo que pode nos trazer dor e sofrimento. É uma reação natural. Será que você
também nunca pensou em fugir de alguém? De ir para bem longe onde ninguém pudesse
lhe achar? Onde ninguém soubesse do teu passado?
Mas por que fugimos? Fugimos para termos um alívio momentâneo e imediato. Mas
não é possível fugir sempre. Aliás, existem duas pessoas de quem você nunca
poderá fugir e nem se esconder: De Deus e de você mesmo. É por isso que aquela
mulher não fugiu.
Um fato interessante nesta passagem é
que Jesus não disse: "quem não é adúltero atire a primeira pedra", isso
daria a entender que os que não eram adúlteros poderiam condenar aquela mulher.
A exigência de Jesus era uma condição impossível, pois todos eram pecadores.
E diante desta condição, somos
forçados a concluir que o único que poderia atirar as pedras era o próprio
Jesus. Tem muita gente nas igrejas atirando pedras sobre aqueles que cometem os
pecados que nós não cometemos. Isto é, pensamos que podemos condenar os
adúlteros porque não cometemos adultério.
Condenamos os ladrões porque não
roubamos; condenamos os estupradores porque não estupramos; os assassinos
porque não matamos ninguém; condenamos os sequestradores porque não sequestramos
ninguém.
Em outras palavras, acreditamos que podemos condenar as pessoas que cometem pecados que nós não cometemos. Olhamos para os pecados dos outros e nos julgamos melhores do que os outros. Em alguns casos muitos chegamos a se julgar santos e imaculados.
Quando nos damos o direito de condenar uma pessoa, ou por qualquer que seja
o motivo, estamos simplesmente nos declarando merecedores de uma
posição de destaque no Reino de Deus.
A justiça de Deus não é a mesma
justiça que os seres humanos utilizam. Mas os arrogantes, os orgulhosos e os hipócritas,
acreditam que é possível estarem em situações diferentes porque não cometem os
mesmos pecados que cometem aqueles a quem condenamos.
Outro fato importante que chama a nossa atenção é que a própria mulher adúltera
não tinha o direito de se condenar. Ela não tinha direito de atirar pedras
sobre a própria cabeça. Ela mesma não poderia ser a sua própria acusadora, se
achando indigna da graça, do perdão e da misericórdia de Deus.
Se nosso Deus nos tratasse do modo como merecemos ser tratados, onde estaríamos
nós? Algum de nós pode olhar para o céu e exigir alguma coisa de Deus se
baseando na nossa santidade? Será que tem alguém nesse mundo tão santo assim? Que
não tenha um pecado?
Pecado é tudo aquilo que fere,
ofende, magoa e entristece o coração de Deus e o Espírito Santo. Olhe para a
tua vida e para a direção que você está indo. Olhe para os teus desejos mais
secretos, para os teus pensamentos imorais, para a raiva e o rancor que você tem
escondido de todos.
A pergunta é: você pode dizer que não
tem pecados para poder condenar quem tem pecados? Lembre-se de que o fato de
não ter cometido o mesmo pecado não te autoriza a condenar. O melhor a fazer é
largar a pedra, pois nem Jesus condenou.
O que importa é nos arrependermos com sinceridade. Lutarmos todos os dias contra o pecado. Crer na misericórdia, no perdão, na regeneração e no amor de Deus. Você crê assim?
Então vai, e da maneira que creres assim te sucederá. (Mt.8-13)
Mas larga essa pedra!
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