Texto: EX. 6-6-7
A Primeira Páscoa foi celebrada no Egito no ano 1447 A.C. representando a libertação do povo hebreu da escravidão do Egito. As 12 tribos de Israel escolheram esses 2 versículos para celebrar a Páscoa. O texto revela 4 Promessas: TIRAREI! LIVRAREI! RESGATAREI e TOMAREI. Esses 4 verbos foram representados na última Páscoa de Jesus através de 4 Cálices.
O povo recordava os 4 livramentos: Tirarei: Deus estava dizendo tirarei os vossos fardos. Livrarei vocês do trabalho pesado da escravidão. Resgatarei: livrarei vocês da mão do faraó. Tomarei vocês, a força do Egito.
Quando os 12 discípulos se assentaram para participar da Páscoa, esses 4 cálices estavam presentes na mesa. Sobre a mesa haviam também 3 pães ázimos uns sobre os outros. Esses 3 pães tinham nome: ABRAÃO, ISAQUE E JACÓ que simbolizavam a aliança de Deus com Israel.
Era uma quinta feira a noite. Jesus seguiu fielmente a celebração da Páscoa judaica. Mas naquela páscoa, Jesus instituiu uma nova ordenança. A Páscoa foi cristianizada passando a ser Ceia do Senhor. Um memorial para lembrarmos do sacrifício de Jesus.
Infelizmente nos nossos dias, a Páscoa que os cristãos celebram perdeu o verdadeiro significado. O coelho está no lugar do Cordeiro. O chocolate no lugar do sangue. A mensagem ficou vazia. Adocicada. A festa da Páscoa se encheu de glamour, mas ficou carente de esperança. Na Páscoa judaica não tinha chocolate, tinha ervas amargas.
Todos lembram de compras os ovos de chocolate, mas esquecem do dono da festa. Hoje, as igrejas celebram a Ceia do Senhor, longe da celebração da Páscoa judaica. Dificilmente as igrejas falam da última páscoa judaica celebrada por Jesus e seus discípulos.
O primeiro cálice servido era chamado de KIDUSHI, o Cálice da Santificação. Era recitada uma benção sobre o suco da uva para santificar todas as festas judaicas. Todos bebiam desse cálice. Em seguida, era servido um prato com ervas amargas representando o sofrimento da escravidão no Egito. O segundo cálice era chamado de MAGID, o Cálice do Pregador.
Esse cálice se refere aos pregadores itinerantes. O Livro de Êxodo era lido, e em seguida cantavam o Salmo 113. O terceiro cálice é o cálice da Aliança. Era quando o cordeiro assado era servido junto com o pão ázimo. Jesus retirava o pão do meio que simbolizava Isaque.
O pão era partido em dois pedaços. O pedaço menor era servido para os discípulos. O pedaço maior era envolvido num pano e escondido na casa. Significava que ninguém sabia o dia nem a hora da volta de Jesus. Os outros dois pães não eram usados.
No terceiro cálice, Jesus dando graças declarou: Isto é o cálice do meu sangue, o sangue do novo testamento que é derramado por muitos. A salvação foi oferecida a todos, mas muitos infelizmente irão recusar.
Na hora de beber o quarto cálice, Jesus interrompe a cerimônia, sinalizando que a Páscoa não seria finalizada naquele jantar, mas na cruz do Calvário. Jesus vai para o Getsêmani, e lá Jesus pede ao Pai: se possível afasta de mim esse cálice. Não faça a minha vontade, mas a tua vontade.
Jesus foi obediente ao Pai. Ele já sabia do intenso sofrimento que iria passar e com a separação temporária que teria com o Pai. A agonia de Jesus foi tão grande que o seu suor se tornou gotas de sangue. O quarto Cálice é chamado de Cálice da Redenção.
Esse cálice só aparece quando Jesus crucificado diz: TENHO SEDE. Ofereceram vinagre. Vinho azedo. Tendo Jesus provado Ele curva a cabeça e diz: ESTÁ CONSUMADO. O quarto cálice representa o cálice amargo de nossos pecados.
Significa que as nossas dívidas estavam pagas. A Páscoa termina com Jesus CRUCIFICADO cumprindo a quarta promessa citado em Ex.6.6-7 que diz: RESGATAREI COM BRAÇOS ESTENDIDOS (JESUS CRUCIFICADO) E COM JUÍZO GRANDES E VOS TOMAREI POR MEU POVO E SEREI VOSSO DEUS.
Na cruz Jesus revelou a graça, a misericórdia, o poder, e a restauração de Deus. Que cada um de nós nunca venha esquecer o preço da nossa salvação. Jesus foi ferido por aquilo que fizemos, para que pudéssemos receber aquilo que jamais conseguiríamos conquistar sozinhos: um lugar na eternidade.
Esse é o memorial da Nova Aliança. Uma ordenança que Jesus deixou para a sua igreja.
A igreja não pode esquecer que Jesus é o Cordeiro sacrificado. Que através da sua morte e ressurreição, nos salvou levando consigo todos os nossos pecados.
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