O Novo Testamento é uma coleção de 27 livros da
Bíblia que conta a história de Jesus Cristo, os seus ensinamentos e o
desenvolvimento das primeiras comunidades cristãs, como também fala dos
primeiros esforços missionários da Igreja.
O Novo Testamento foi escrito em grego. Faz parte da
Nova Aliança cumprida em Jesus e a expansão do Evangelho, a profecia do fim dos
tempos, e a volta de Jesus. Vale lembrar que entre o Antigo e o Novo Testamento
existe um espaço de 400 anos que Deus ficou em silencio. Esse espaço é chamado
de período intertestamentário que marca o silencio profético de Malaquias até a
pregação de João Batista.
Nessa fase Deus não levantou nenhum profeta e nenhum escrito
profético. Esse período foi necessário para que o povo judeu pudesse ver as
profecias se cumprindo.
O Novo Testamento está dividido em 4 partes. Os
Evangelhos – As Epistolas de Paulo As Epístolas
Gerais e o Livro Profético
Os Evangelhos são: Mateus-Marcos-Lucas-João.
Mateus apresenta Jesus como o Messias Prometido por
Deus como cumpridor das profecias do Velho Testamento. Mateus como era judeu,
ele escreveu e direcionou o evangelho para os judeus. Por isso a estrutura
literária no Livro de Mateus aparece a genealogia de Jesus. Mateus era muito
cuidadoso, por isso ele anotava com detalhes todos os acontecimentos da vida
pública de Jesus.
Marcos apresenta Jesus como o servo de Deus, que veio
a Terra a fim de cumprir as Ordens do Pai. O Livro de Marcos foi escrito para
os primeiros cristãos romanos. Marcos não era apóstolo, ele era seguidor de
Jesus. Marcos escreveu o evangelho segundo os relatos e testemunhos de Pedro que
estava preso em Roma. O evangelho de Marcos apresenta Jesus mais dinâmico que
os outros evangelhos.
Lucas era um gentio convertido que por sua vez
apresenta Jesus como o Filho do Homem como forma de mostrar o lado humano de
Jesus. Lucas escreveu o evangelho usando o conhecimento e o testemunho de
Paulo. O Livro foi escrito para os gentios. Lucas narra a infância e a
juventude de Jesus onde é visto claramente como o Salvador divino-humano que
veio com a provisão da salvação para todos os descendentes de Adão.
João apresenta o lado divino de Jesus, chamando-o o
Filho de Deus. O Livro de João é o mais teológico. Relata muitos fatos do
ministério de Jesus na Judéia e em Jerusalém mostrando com mais profundidade o
mistério da pessoa de Jesus. João a pedido dos presbíteros da igreja da Ásia
Menor (Turquia) escreveu em sua residência em Éfeso, um evangelho mais
espiritual com a finalidade de combater uma perigosa heresia que colocava em
dúvida os ensinamentos de Jesus. Essa heresia estava se propagando muito rápido
por um judeu chamado Cerinto.
O Livro Histórico – Atos dos Apóstolos. O Livro de
Atos não termina com Amém. A ausência do Amém é porque a história do Livro de
Atos ainda não terminou de ser escrita. A obra de evangelizar os 4 cantos da
Terra ainda continua.
As Epístolas de Paulo: Romanos - I/II
Coríntios-Gálatas-Efésios- Filipenses-Colossenses-I/II Tessalonicenses - I/II
Timóteo -Tito - Filemon
As Epístolas Gerais – Hebreus – Tiago - I/II Pedro - I/II
João e Judas
O Livro Profético - Apocalipse
Nota importante: Algumas cartas
de Paulo foram perdidas como é citado em I Co.15-9 a Carta Pré Canônica. Outra
Carta perdida foi a Carta Dolorosa citada em II Co.2-4. Acredita-se que essas
cartas foram perdidas devido ao crescimento das igrejas que passaram a serem
muito solicitadas acabaram se perdendo em alguma viagem.
A última carta que Paulo escreveu foi II Timóteo. Segundo
os teólogos a Epístola aos Romanos é considerada a melhor carta de Paulo. É a
carta mais completa que fala da “justificação pela fé” em Cristo Jesus.
Você sabe como surgiu o nome Novo Testamento? Esse
termo grego se refere as palavras de Jesus na última Ceia com seus discípulos
que se encontra em Mt.26-28 “Porque isto
é o meu sangue do Novo Testamento, que é derramado por muitos, para remissão
dos pecados”. Foi Justino Mártir que apresentou esse termo para separar o
Antigo Testamento do Novo Testamento.
Foi somente em 367 que o bispo e teólogo Atanásio de
Alexandria reconheceu todos os livros que compõe o Novo Testamento incluindo as
pequenas cartas de Judas, João e Tiago.
HISTÓRIA E ORIGEM DA SEPTUAGINTA
Aproximadamente 250 a.C foi reunido na ilha de Faros
perto de Alexandria um grupo de 72 anciãos com o objetivo de traduzir a Bíblia
dos judeus para o grego KOINÉ. Esse grupo realizou toda a tradução em 72 dias.
Após esse período o texto em grego foi lido perante o povo que recebeu com
grande aprovação. Septuaginta significa setenta abreviado por LXX.
A grande verdade é que esse acontecimento foi
considerado por muitos como uma lenda por se constatar que alguns textos foram mal
traduzidos e isso acabou pondo em dúvidas a fidelidade da tradução. Daí surgiu dois
termos: uma versão considerada lendária e a outra como histórica.
A Vulgata foi a primeira versão da bíblia do Antigo
Testamento que foi traduzido diretamente do hebraico sem utilizar a
Septuaginta. Essa bíblia traduzida por São Jeronimo foi a bíblia que Gutenberg
imprimiu em 1456.
Para que isso acontecesse, Jeronimo precisou ir para a Palestina onde viveu 20 estudando hebraico com os melhores rabinos. Jeronimo examinou cuidadosamente todos os manuscritos que conseguiu localizar para realizar uma tradução mais fiel possível. Essa tradução ficou conhecida como Vulgata, ou seja, foi escrita na língua de pessoas comuns (vulgus).
NOTA IMPORTANTE
Aprendemos que a seleção dos Livros da Bíblia,
aconteceram ao longo dos séculos. Na verdade, esses longos anos, foram apenas
56 anos passando por 4 Concílios. Todos esses Concílios pertenciam a igreja
romana. O primeiro Concílio foi o de Laodicéia em 363 d.C. Apesar desse
Concílio não ser definitivo deixaram de fora os livros de I Pedro – Tiago - Carta
aos Hebreus e o Apocalipse, por serem livros muito judaicos.
Já no Concílio de Hipona em 393 d.C e no Concílio de
Cártago em 397 d.C e o de 419 d.C, foram definidos os livros que conhecemos
hoje. Foi no segundo Concílio de Cártago que o Cânon foi estabelecido. Deixaram
de fora o Apocalipse de Pedro/ O Evangelho dos Hebreus/O Evangelho de Tomé e o
livro Pastoral de Hermas.
Apesar desses livros serem rejeitados, eles ainda
chegaram a circular nos primeiros séculos da Era Cristã. O Concílio de Cártago
achou por bem rejeitarem esses livros por acharem conter doutrinas e ensinos sobre
a santificação e guardar todos os mandamentos conforme ensinava as Leis
Mosaicas.
Esses livros foram considerados livros blasfemos. Eles
consideravam que esses livros davam ênfase a praticarem fielmente os
ensinamentos judaicos. No segundo Concílio de Cártago, acharam que essas
práticas judaicas não fortaleciam a igreja romana pois criaria problemas de direcionamento,
já que a igreja romana pretendia ensinar conforme as suas doutrinas.
Quando Constantino proclamou o cristianismo como
única religião oficial do Império Romano no final do século 4, surgiu uma
procura muito grande das cópias do Novo Testamento. É possível que Eusébio de
Cesaréia tenha conseguido mostrar ao imperador que os livros usados pelos
cristãos já estavam muito danificados. A partir daí uma série de novas crenças
“pagãs,” entraram na igreja como a devoção de Maria a Mãe de Deus.
Constantino chegou a encomendar 50 livros para as
igrejas de Constantinopla, antiga capital do Império Romano. Naquela época
Constantinopla era o principal centro eclesiástico da Igreja Ortodoxa do mundo.
A Igreja Ortodoxa tendo uma grande devoção à Virgem Maria, a consagrou como a
Mãe de Deus.
A igreja ortodoxa caminhou junto com a igreja romana
até 1054. Foi então que na chamada GRANDE CISMA, as igrejas se separaram. A
igreja Ortodoxa passou a não reconhecer mais o Papa como Autoridade e a negar a
Infalibilidade papal. Eles continuam a acreditar em Deus Pai, Deus Filho e no
Espírito Santo, e que Jesus é o Messias esperado.
Ao mesmo tempo eles também acreditam em São Basílio o
Grande, São Gregório de Nissa, São Cirilo de Jerusalém e São João Crisóstomo. A
bíblia Ortodoxa contém 78 livros. Eles continuam usando a versão grega do
Antigo Testamento conhecida como a Septuaginta.
A Igreja Católica considera que nem todas as
revelações da Palavra de Deus estão registradas na bíblia. Os teólogos da
Igreja Católica acham que para se ter conhecimento total da bíblia é preciso crer
tanto na revelação escrita como na revelação oral. Consideram que a revelação
oral chamada de Tradição, tem o mesmo peso e grau de verdade que a revelação
escrita.
A exemplo disso é que pela fé, a Igreja Católica crê
que Maria foi assuntada. Isso significa
que Maria foi levada ao céu com corpo e alma sem passar pela morte apesar de
não ter nenhum registro bíblico. A igreja Romana, Ortodoxa e parte das igrejas
Anglicanas aderiram esse dogma defendido pelo Papa Pio XII em 1950.
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